Obedeçam as Leis: Façam o que dizemos, mas não façam como fazemos – Péssimos exemplos para a população

Publicado por: suporte

Quando se escolhe um vereador, pensa-se que este é um representante adequado tanto do povo quando das leis regidas no país. Pode, então, um parlamentar eleito pela sociedade ir contra isso? Representar de forma inadaqueda os cidadãos e o Poder Legislativo?

Por outro lado, a mesma confiança que depositamos nos candidatos eleitos é dada às instituições cuidadoras do bem estar social, como, por exemplo, a Polícia Militar. Sempre que temos um eventual problema, envolvendo segurança, solicitamos a ajuda da PM. Pensamos, pois, que estaremos protegidos e resguardados diante da instrução dada aos policiais.

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Em Divinópolis, na tarde da última segunda-feira (22) não aconteceu nem uma coisa nem outra. Estiveram envolvidos em um “pequeno” acidente de trânsito um PM de São Gonçalo do Pará e um Vereador de nossa cidade.

No cruzamento da Rua São Paulo com Avenida Antônio Olímpio de Moraes existe uma faixa elevada onde os carros são obrigados a pararem, dando preferência à passagem do pedestre. Nos horários de pico o local fica bastante tumultuado, tendo em vista que cada vez temos mais veículos nas ruas do município.

Sabendo disso, o soldado militar, Menderson Aparecido de Souza, passando pelo lugar em seu carro, parou diante de tal faixa, mas, logo atrás dele, estava, também em seu carro, o vereador Adair Otaviano, que não freou e bateu na traseira do veículo do PM. Estava, então, armada a confusão.

Os dois desceram na suposta intenção de resolver o problema. Todavia, não fazendo jus ao lugar que vos cabe, os dois conduziram muito mal a situação.

Adair Otaviano não queria contactar a Polícia, uma vez que estava atrasado para uma reunião na Câmara, situada próxima ao local do acidente. Menderson de Souza, por sua vez, não abria mão de fazer uma ocorrência, por razão óbvia: todos sabemos que na lei do trânsito o motorista que bate na traseira do outro está, quase sempre, errado.

Com isso, eles se alteraram e a coisa ficou feia. O vereador voltou ao seu carro, segundo ele para buscar o telefone celular, mas o soldado entendeu que o que ele buscava era uma arma de fogo, o que não era verdade, então pegou a sua e dirigiu-se até o outro motorista. A abordagem foi feita de forma violenta, pois o policial apontou a arma para o parlamentar, que não aceitou a ofensa e reagiu, segurando as mãos armadas do PM.

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Os dois envolvidos mostraram-se irresponsáveis. Eles poderiam ter provocado um acidente maior. Existe, naquele cruzamento, um número relevante de comércios que poderiam ser danificados se algum tiro fosse disparado. Vários trabalhadores da região poderiam ser atingidos pelo disparo. O que piora, ainda mais, a situação é que a arma era uma pistola PT-380 automática com 15 tiros, os quais podem ser disparados com grande velocidade e facilidade.

Seria cômico se não fosse trágico, não é mesmo? Existe algum inocente nessa história confusa? Parece que não. Cada um tem sua parcela de culpa. Os dois erraram por abuso de autoridade, falta de diálogo e impaciência. Todavia, erro nenhum justifica a tentativa de atirar em alguém. Na verdade, não houve tiros, mas sacar uma arma quer dizer que sua intenção é atirar.

Diante desses fatos, nós, cidadãos, ficamos à deriva, pois temos a certeza de que não temos toda a proteção que merecemos, por parte da Polícia Militar, e sabemos que quem, geralmente, cobra da segurança são os parlamentares. Concluindo, quem, mais uma vez, saiu prejudicada foi a população divinopolitana.

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