Seis meses depois de nomear Sidônio Palmeira para comandar a Secretaria de Comunicação Social (Secom), substituindo Paulo Pimenta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não viu melhora em sua popularidade, apesar dos inúmeros programas de políticas sociais implantadasem favor do menos favorecidos socialmente, e fazer chegar até eles o que foi feito deixando lembranças de tais melhorias – Dados do Datafolha, divulgados ainda neste mês mostraram no primeiro turno Lula com 36% e Bolsonaro com 35%. já no segundo turno o resultado apresentado foi Bolsonaro com 45% e Lula com 44, lembrando que Lula caiu, pois em abrirl Lula tinha 49 e Bolsonaro 40
A avaliação do Governo era de apenas 28% positiva (“ótimo/bom”) e 40% de reprovação, o maior índice de desaprovação desde o início de seu terceiro mandato. Outros 31% consideram o governo regular.
Sidônio, que entrou no cargo com promessa de “virada” na comunicação, logo no primeiro dia demitiu braço-direito da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que tinha certa influência na SECOM. O gesto foi visto como sinal de autonomia, mas também gerou atrito interno e fragilizou a relação entre Palácio do Planalto e a ala ligada à primeira-dama, que havia participado ativamente da estruturação da comunicação do governo.
Além disso, Sidônio tem enfrentado críticas severas nos bastidores por não conseguir dominar as redes sociais e por falhar em neutralizar a forte ofensiva da direita, que segue se impondo na internet com campanhas negativas e mobilizando militantes digitais para minar a imagem de Lula. Enquanto a máquina governamental tenta comunicar ações como o novo Minha Casa Minha Vida, a ampliação de benefícios do Bolsa Família e programas de incentivo ao emprego, a oposição consegue pautar temas como as emendas parlamentares de relator (apelidadas de “emendas secretas”), o escândalo de fraudes no INSS e a alta de preços nos alimentos.
Segundo analistas políticos, o cenário preocupa. A capacidade de comunicação de Lula foi um de seus trunfos históricos, mas hoje encontra sérias dificuldades de penetração, especialmente entre o público jovem e as classes médias, dominadas por influenciadores conservadores. Pesquisas recentes do PoderData também mostram aprovação do presidente estável na casa dos 30%, dentro da margem de erro, revelando que a troca de comando na Secom ainda não trouxe nenhum fôlego.
Além disso, a equipe montada por Sidônio, marcada por nomes experientes no marketing tradicional, não vem conseguindo se modernizar para competir com a viralização de memes, cortes de vídeo e ataques digitais que a direita domina com larga vantagem. Em várias lives de direita, a gestão Lula é constantemente chamada de “ineficiente” e acusada de perseguir valores conservadores discurso que encontra ressonância no eleitorado, especialmente no Centro-Oeste e no Sul do país.
No Congresso, Lula também não conseguiu apoio sólido, já que enfrenta ataques relacionados às emendas de relator, que parlamentares insistem em manter sem prestar contas à sociedade. Esse desgaste, somado à dificuldade de articulação, impede o governo de ganhar musculatura e, consequentemente, confiança da população.
Passados seis meses de Sidônio no comando da Secom, a avaliação é de que a estratégia de reposicionamento fracassou até agora. A popularidade de Lula não reagiu, a ala digital bolsonarista continua hegemônica nas redes e a comunicação oficial permanece lenta, pouco adaptada ao ritmo de consumo de conteúdo na internet. Será que Sidônio vai conseguir virar o jogo ou será mais um alvo de fritura dentro do Planalto? Há quem diga que não, “ele não é dessa geração”.







Meus comentários nunca são aprovados ………
Geraldo, seu fanatismo ideológico não permite enxergar que esse governo é uma piada e que equipe de comunicação não vai salvar essa porcaria …… kkkkkkkkkkkkk
“comentários são moderados de acordo com nossa política de privacidade.” = se eu (Geraldo) concordar com o comentário …….