A sede da ACID recebeu, na manhã desta quarta-feira (25), mais uma reunião da ACASP (Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública). O encontro reuniu representantes da sociedade civil, lideranças comunitárias e autoridades locais. O objetivo principal foi discutir medidas urgentes para enfrentar os desafios da segurança urbana e da mobilidade em Divinópolis.
Lotes vagos geram insegurança e revolta
Entre os assuntos mais debatidos, destacou-se o abandono de lotes vagos. Aluísio, da Fambacord, alertou para a situação crítica nas imediações do CEFET e da UFSJ. De acordo com ele, o mato alto favorece ações criminosas e causa temor entre os moradores. Por isso, cobrou fiscalização rigorosa e aplicação efetiva de multas aos proprietários negligentes.
Além disso, o secretário de Meio Ambiente, Danilo, informou que a pasta já discute estratégias mais eficazes para intensificar a fiscalização desses terrenos. A proposta, por sua vez, inclui ações voltadas ao combate do acúmulo de lixo e das queimadas, que também contribuem para a insegurança.
Trânsito desrespeitado e riscos crescentes
Outro ponto levantado com urgência foi o trânsito. Mozart, membro da ACASP, destacou o aumento preocupante de acidentes e infrações. Sinais são frequentemente ignorados, e o excesso de velocidade tornou-se comum em várias regiões da cidade.
Como resposta, ele sugeriu a adoção de limites de velocidade mais rígidos em âmbito municipal, bem como a implementação de fiscalização mais ativa. Em complemento, o presidente da ACASP, Breno Clementino, reforçou a necessidade de campanhas educativas. Segundo ele, a transformação do comportamento dos condutores depende de informação contínua e ações coordenadas entre os órgãos públicos.
Cultura do “grau” divide opiniões
A prática do “grau” em bicicletas, bastante comum entre os jovens, também entrou na pauta. Sebastião Castro, da Associação Divinopolitana de Ciclismo (ADC), solicitou um espaço seguro para a realização da atividade. Conforme argumentou, embora seja uma forma de expressão cultural, a prática nas vias públicas representa riscos tanto para os praticantes quanto para pedestres e motoristas.
Em resposta, Vitor Moreira, diretor da Settrans, reconheceu a demanda e afirmou estar aberto a sugestões de locais adequados para essa prática. No entanto, reforçou que, segundo a legislação vigente, a execução do “grau” nas ruas é ilegal, o que exige a criação de um espaço apropriado e fechado.
Polícia e Settrans reforçam necessidade de participação popular
Representando a Polícia Militar, um oficial destacou que denúncias bem detalhadas colaboram significativamente com a agilidade da resposta policial. Além disso, enfatizou a importância de pensar o trânsito com foco na mobilidade urbana e na inclusão de novos desafios, como as manobras radicais em bicicletas.
Por outro lado, o diretor da Settrans reafirmou que a mudança de comportamento precisa partir de todos os motoristas. Em sua visão, atitudes mais conscientes no trânsito não apenas reduzem riscos como também promovem um convívio urbano mais seguro e harmonioso.






