Ações integradas da Polícia Civil e Militar miram autores e mandantes de quatro execuções violentas; celulares, tablets e câmeras foram apreendidos
Na manhã desta segunda-feira (09/06), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Divinópolis, deflagrou a Operação Escarlate, em ação conjunta com a Polícia Militar.
A força-tarefa montada para o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de quatro homicídios ocorridos entre os meses de março e maio deste ano, todos registrados em Divinópolis.
Investigação aponta padrão e ligação com tráfico
As investigações começaram em março, logo após o assassinato do jovem conhecido como Rodrigo. A Polícia Civil aprofundou as diligências e constatou que os mesmos suspeitos estariam ligados a outros três homicídios, ocorridos em 10/3, 16/3, 9/5 e uma tentativa em 12/5 esta última com uma mulher como vítima.
Todos os crimes ocorreram com violência extrema, seguindo um padrão de execução com múltiplos tiros, geralmente direcionados à cabeça da vítima, o que, segundo a polícia, caracteriza um modus operandi específico e coordenado.
De acordo com o delegado Hans Baia, os crimes estão relacionados à disputa por pontos de tráfico de drogas, sobretudo na região do bairro São Vicente. A rivalidade por territórios estaria por trás de uma sequência de execuções, classificadas como parte de um “banho de sangue” pela polícia.
Mandados cumpridos e prisões efetuadas
Durante a operação, cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e efetuadas duas prisões temporárias de homens de 36 e 37 anos, ambos com passagens criminais. Os suspeitos localizados em casas distintas no bairro Afonso Pena.
Além disso, diligências também feitas dentro do Presídio Floramar, onde os investigadores suspeitam da existência de uma rede que envia ordens de execução para fora da unidade prisional. Apesar de não terem encontrado os celulares buscados, a Polícia localizou esconderijos onde detentos costumam guardar drogas, facas e aparelhos.
Foram apreendidos celulares, tablets e equipamentos de monitoramento por circuito interno de câmeras, analisados pela perícia da Polícia Civil.
Apoio tático e metodologia
A operação contou com o apoio das equipes ROCA, Canil da PM e uso de drones, o que aumentou a eficiência nas diligências. Conforme destacou o delegado, não houve confronto durante a ação, e que busca sempre evitar riscos para os envolvidos e preservar garantias constitucionais.
Envolvimento direto e comando de execuções
Segundo a PCMG, os investigados possuem distintos de envolvimento nos homicídios, alguns apontados como executores, enquanto outros teriam ordenado os assassinatos, inclusive de dentro do sistema prisional. Há suspeitas de que familiares e visitantes possam ter auxiliado na comunicação entre os presos e os comparsas em liberdade.
A polícia acredita que outros três suspeitos seguem foragidos, e as buscas por esses alvos continuam.
Crescimento da violência preocupa
Até agora, Divinópolis já contabiliza cerca de 20 homicídios consumados em 2025, segundo dados da Polícia Civil. A maior parte dos casos está diretamente ligada ao tráfico de entorpecentes, que movimenta quantias expressivas na cidade e intensifica conflitos entre grupos criminosos rivais.






