Promessas vazias, prejuízo certo e nenhuma resposta. A Autoescola Rumo Certo, situada na Rua Juscelino Kubitschek, nº 85, no Centro de Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas, está no centro de uma revolta popular. A empresa encerrou as atividades sem aviso prévio, deixando dezenas de alunos no prejuízo e com fortes indícios de calote e tentativa de golpe.
Mesmo com as portas fechadas, o CNPJ da empresa ainda consta como ativo em consulta feita na internet. Enquanto isso, alunos que já haviam pago valores que ultrapassam os R$ 2.600 estão sem aulas, sem reembolso e sem qualquer previsão de solução. Muitos tentaram contato por telefone e WhatsApp, mas não obtiveram retorno. A proprietária, Lourdes Quintino da Silva, simplesmente desapareceu.
“Ela só enrola. Já procurei ela três vezes e a resposta é sempre a mesma: mais um tempo. Mas nada de solução, só promessas vazias”, desabafou um dos alunos lesados, que por receio não quis se identificar.
Há relatos graves de que a autoescola chegou a pegar materiais de estudo emprestados de outra instituição, por não possuir exemplares próprios. O comportamento gerou desconfiança e, pouco depois, a empresa comunicou o encerramento das atividades, prometendo transferir os alunos para a Auto Escola Itapecerica.
Mentira desmascarada
Portanto, a mentira desmascarada quando os estudantes procuraram a suposta instituição parceira e descobriram que nenhum vínculo havia sido firmado. O único acerto feito foi a venda dos veículos da Rumo Certo, conforme uma nota publicada pela a Auto Escola Itapecerica que confirmou apenas as compras dos carros
Além do prejuízo financeiro, os alunos enfrentam agora o risco de perder prazos legais para concluir as aulas e realizar os exames. Se isso acontecer, terão de abrir nova pauta, o que exigirá ainda mais gastos.
Além disso, para os prejudicados, o caso tem todos os elementos de um golpe armado com frieza, que aproveitou a boa-fé dos alunos e ignorou completamente seus direitos. “Não é só calote. É uma tentativa de golpe. Ela sumiu com o nosso dinheiro e com os nossos sonhos de tirar a carteira”, afirmou uma vítima.
Portanto, o caso deve ser levado às autoridades. Alunos organizam um grupo para entrar com uma ação coletiva e também levar o caso ao Ministério Público. A expectativa é que Lourdes Quintino responda judicialmente pelos danos causados e seja obrigada a ressarcir os valores cobrados indevidamente.






