Minas Gerais marca presença na 78ª edição do Festival de Cannes, na França, com nove longas-metragens inéditos selecionados para o Marché du Film, o principal mercado internacional de cinema, que ocorre de 13 a 21 de maio de 2025. A participação brasileira ganha destaque especial este ano, pois o Brasil foi escolhido como País de Honra do evento, coincidindo com as celebrações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França. Dentre as obras, o “Grande Reinado do Rosário de Itapecerica” está selecionado para ser exibido numa das atividades mas consagradas do audiovisual mundial.
A iniciativa, liderada pelo Sindicato da Indústria do Audiovisual de Minas Gerais (Sindav), visa impulsionar a internacionalização das produções mineiras, aproveitando o momento favorável após o sucesso de “Ainda Estou Aqui”, primeiro filme brasileiro a conquistar um Oscar. Daniela Fernandes, presidente do Sindav, destaca a importância estratégica dessa participação: “É um momento em que os olhos do mundo estão voltados para o Brasil”.
Os filmes selecionados abrangem diversos gêneros e temáticas, incluindo dramas históricos, documentários e obras de ficção. Entre eles estão “Só Não Posso Dizer o Nome”, de Helvécio Ratton, que aborda o abuso sexual, e “Maria, a Rainha Louca”, de Elza Cataldo, protagonizado pela atriz portuguesa Maria de Medeiros. Outros títulos incluem “Engenharia do Crime”, “O Grande Reinado do Rosário de Itapecerica”, “Abre Alas”, “O Melhor Queijo do Mundo”, “Outubro”, “Causos Fantásticos” e “Ressonâncias”.
Durante o Marché du Film, haverá uma apresentação especial no dia 15 de maio, às 12h, onde cada filme terá dez minutos para exibição, sendo sete minutos de imagens e três minutos com depoimentos dos realizadores. As produções estarão legendadas em inglês, e materiais de apoio, como catálogos com o status de cada longa-metragem, serão distribuídos aos participantes.
A participação mineira conta com o apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura de Belo Horizonte, que investiram no aluguel da sala de exibição e na divulgação dos filmes. As despesas com passagens e hospedagem são de responsabilidade das próprias produtoras.
Minas Gerais tem se consolidado como um polo audiovisual no Brasil, ocupando a terceira posição em número de empresas e projetos, atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo. Esse crescimento é impulsionado por políticas públicas e leis de incentivo, como o edital da Lei Paulo Gustavo, que injetou quase R$ 80 milhões no setor, abrangendo desde o desenvolvimento de roteiros até a distribuição.
A presença no Festival de Cannes representa uma oportunidade significativa para as produções mineiras alcançarem novos mercados e estabelecerem parcerias internacionais, fortalecendo ainda mais a indústria audiovisual do Estado.
Imagens – Reinado do Rosário de Itapecerica/Portal Minas Gerais
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