O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, irão participar do funeral do Papa Francisco em Roma. A composição da comitiva presidencial será anunciada nessa terça-feira (22) pelo Palácio do Planalto, embora a data da viagem ainda dependa do protocolo do Vaticano. O Papa Francisco faleceu nesta segunda-feira aos 88 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
Em nota oficial divulgada mais cedo, Lula lamentou profundamente a morte do pontífice e decretou luto oficial de sete dias no Brasil. O presidente destacou que “a humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo”. Lula relembrou seus encontros com Francisco, mencionando reuniões em junho de 2023 durante uma viagem à Itália e no ano anterior durante a cúpula do G7, também na Itália.
Lula e Francisco já haviam se encontrado pessoalmente em 2020, no primeiro compromisso internacional de Lula após deixar a prisão. “Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, afirmou Lula em sua nota.
O presidente também destacou a dedicação do Papa Francisco em promover o amor e a união, conforme ensinado na oração de São Francisco de Assis. “O argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados”, disse Lula. Ele concluiu desejando que Deus conforte aqueles que sofrem com a perda do Santo Padre, cujas mensagens seguirão gravadas nos corações de todos.
Este será o segundo funeral de um pontífice ao qual Lula comparece. Em 2005, durante seu primeiro mandato, ele e a então primeira-dama, Marisa Letícia, estiveram presentes no funeral do Papa João Paulo II, que liderou a Igreja Católica por 26 anos. Naquela ocasião, a comitiva presidencial incluiu os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e José Sarney, além do então vice-presidente José Alencar, do chanceler Celso Amorim e dos presidentes do Senado, Renan Calheiros; da Câmara, Severino Cavalcanti; e do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. O ex-presidente Itamar Franco era, na época, embaixador do Brasil na Itália.
Os cardeais brasileiros com direito a voto no conclave de 2005 foram convidados a integrar a comitiva, mas não fizeram parte do comboio presidencial.
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