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Entre os equívocos estratégicos cometidos por Domingos, o maior deles foi ter apostado em uma solução para a saúde, em curto prazo e ter consentido e aprovado a nomeação da sua esposa, Rosenilce Cherié Mourão, como secretária de saúde, do governo Vladimir Azevedo, analisando que a população iria desassociar a atuação da secretária da sua atuação parlamentar.
Outros erros, em que pese o estardalhaço da oposição, foi como parlamentar com base eleitoral em Divinópolis e forte atuação na região Centro-Oeste, não ter conseguido mudar a localização da praça do pedágio, deixando-a tão próxima de Divinópolis, e o pior, criando grandes transtornos para uma cidade tão próxima como São Sebastião do Oeste.
Existem outros dissabores, que com certeza poderá atrapalhar bastante sua caminhada política e ser fatal à sua eleição, e, como não podia ser diferente, a oposição, “inteligentemente”, fazendo o seu papel, usa constantemente, é a questão do Presídio Floramar, que tendo ou não razão, sendo ou não verdade, lhe caí como débito político, causando-lhe um imenso desgaste.
É falado aos quatro cantos da cidade, ao lado do pedágio, que a vinda da Floramar, com todos os riscos de se ter uma penitenciaria perto de um centro urbano, foi uma das obras que ele trouxe para Divinópolis.
Mas, o principal erro de Domingos é político, de avaliação. A maioria das cidades, circunvizinhas, da Região, por histórico, faz anos que apóia o nome de Jaime Martins e segundo uma enquete do Divinews, quase todos que estavam com Jaime, vão continuar com ele. Isto sem contar os inúmeros vereadores e principalmente os eleitores.
Veja esta história, verdadeira: uma trabalhadora doméstica é perguntada em quem ela iria votar? Ela da a sua resposta para presidente, governador, senador. Quando responde para deputado estadual, afirma que iria votar em Domingos Sávio e para deputado federal em Jaiminho Martins. Quando ela foi informada, que Domingos não é candidato a estadual e sim a federal, ele se perde e diz “tem anos que voto no Jaiminho, e vou continuar votando este ano. Vou ter que arrumar o nome de um candidato a deputado estadual então”.
Domingos deveria ter partido para um terceiro mandato na Assembléia, que ele já dominava e tinha um eleitorado fiel, seria extremamente bem votado, com certeza absoluta seria o deputado com maior projeção na Casa, chegaria facilmente a presidência.
Mas sabe-se lá porque razão, não teve paciência e resolveu antecipar sua carreira política. Se eleito, maravilha, caso contrário, terá que recomeçar todo um trabalho de reaproximação com seus objetivos políticos.
Se não conseguir ser eleito e Anastasia o for, menos mal. O governador poderá lhe dar alguma secretaria, mas antes ele vai enfrentar algumas resistências para sua nomeação, dentro do próprio partido. Mas se Helio Costa for eleito, aí a “vaca vai pro brejo”
Vamos aguardar as eleições. Mas o fato é que, um militante, que pediu pelo amor de Deus não ser identificado, está meio triste, não está com tanta esperança não.
Perguntei-lhe então: e a alegria exterior que eles aparentam? Ele respondeu, eles são assim mesmo!
Outro erro crucial que o candidato cometeu foi quanto ao marketing adotado na sua campanha, valorizou demais mídia local e com pouca tiragem, cerca de 580 exemplares, e subestimou mídias que penetram em todo estado, país e mundo.
Finalizando, os candidatos, ai são todos, precisam ter atenção nas quatro fases do processo eleitoral. Campanha – Eleição – Diplomação – Manutenção.
Isto posto que, após a campanha e a efetiva eleição, os candidatos precisam estar com suas contas todas em dia, certinha, sem nenhuma irregularidade para ser diplomado, a seguir precisa legislar direitinho durante o mandato para não ser cassado ou ter sua imagem desgastada perante a opinião publica e os eleitores.
É assim que funciona todo o processo.
FIM





