Veja situação de cada candidato – Divinópolis sozinha não elege nenhum dos dez candidatos a deputado estadual

Publicado por: suporte

Vamos enumerar primeiramente os candidatos, seus respectivos partidos , os apoios explícitos e implícitos.
 
Candidato
Partido
Apoio
Anderson Saleme
Aristides Salgado
Beto
Fabiano Tolentino
Francisco Martins
Galileu Machado
Marcos Vinicius
Rinaldo Valério
Roberto Bento
Rodrigo Resende
PR
PC do B
PT
PRTB
PDT
PMN
PSC
PSL
PT do B
PSL
Jaime Martins (PR) – Deficientes Físicos – INSS
Jô Moraes (PC do B) –
Reginaldo Lopes (PT) – Odair Cunha (PT)
Jorge Periquito – Jaime Martins – Segmento Rural
Vladimir Azevedo – Domingos Sávio – Confecção
Jaime Martins (PR) – PMDB
Mario de Oliveira (PSC) – Igreja Quadrangular
Jaime Martins (PR) – Classe médica
Luis Tibé (PT do B)
Jaime Martins (PR)
 
 
A eleição para deputado estadual, é mais atrelada, interligada e dependente do cenário municipal que a eleição para federal, principalmente como é o caso de Divinópolis com nove candidatos postulando um primeiro mandato, com um único candidato a reeleição. Este, obviamente tem mais independência das questões do município de Divinópolis. Tem trabalho a apresentar em diversos outros municípios.
 
Por isso, precisamos conhecer o resultado da última eleição para prefeito e entender o seu significado.
 
O eleitorado total de Divinópolis foi 148.779 – Nulos 7.562 – brancos, 5.589 – abstenção 18.155 – Nominais 117.473.
 
Vladimir foi eleito com 48.653 (41,42%) dos votos válidos. Como o eleitorado total do município na época eram 148.779 eleitores, 2/3, mais que o dobro dos eleitores não votaram nele ou seja 100.126 eleitores.
 
Levando em consideração, o desgaste próprio de quem está no poder, é bastante provável que os 48.653 que votaram em Vladimir tenha encolhido significativamente. E isto, vai influenciar diretamente quem ele estiver apoiando, tanto para estadual, quanto federal.
  
Francisco Martins (PDT)
 
Como estamos analisando a questão estadual, Francisco Martins (PDT), com o apoio explicito de Vladimir e com o desgaste do governo pode ser seriamente prejudicado no município. O que pode amenizar um pouco esta perda é sua parcial penetração no setor confeccionista.
 
Chiquinho como é sabido, foi diretor do sindicato do vestuário em dois mandatos consecutivos, um do ex-presidente José Isabel e outro de Waldemar da Pamer.
 
O candidato não é unanimidade no setor, mas tem alguma aceitação junto a alguns empresários do sindicato patronal (SinVesd), fato este que não acontece com o sindicato dos empregados (SOAC)
 
Outro dado não favorável a Francisco Martins, são as matérias negativas que foram noticiadas no Jornal/site Diário do Poste e no Jornal Magazine, o que causou um processo por parte do candidato. Queiram ou não gera desgaste de imagem.
 
Contudo, é uma das campanhas com maior visibilidade no município. Além de ser o único candidato a deputado estadual, com comitê em Belo Horizonte.
 
Francisco Martins, em nova Serrana, por informações colhidas, pode ter uma expressiva votação. Em 2006 o menos votado, Paulo César, de Nova Serrana, foi eleito com 47.428 votos. Estima-se que Francisco Martins para ser eleito precisará entre 45 e 50 mil votos. Para ter alguma chance precisará sair de Divinópolis, entre 20 e 15 mil votos.
 
 

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ALENCAR DA SILVEIRA JÚNIOR

 

PDT

 

50.919

 

CARLOS PIMENTA

 

PDT

 

53.154

 

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PAULO CÉSAR

 

PDT

 

47.428

 

SARGENTO RODRIGUES

 

PDT

 

66.941

 

SEBASTIÃO HELVECIO

 

PDT

 

89.173

 


Galileu Machado (PMN)
 
Galileu Teixeira Machado, como ex-prefeito por três mandatos. Segundo os experts políticos, tem um eleitorado cativo, e isto foi mostrado na eleição de 2008. Com todos acenando e falando da celeuma “Ficha Limpa” – “Ficha Suja. Galileu conseguiu expressivos 34.042 votos ou 28,98% dos votos.

Em 2006, como candidato a deputado estadual pelo PMDB, Galileu obteve 18.920 votos, se na época estivesse no PMN, ele teria sido eleito.

 
Está “fisicamente” no PMN mas por uma questão de coeficiente do partido que propriamente com o coração, este é PMDB “roxo”.
 
Em 2006 (veja quadro abaixo) Maria Lucia Foi eleita pelo PMN com apenas 22.151 votos.
 
Estão todos falando da eleição de outros candidatos, e esquecendo o Galileu, mas se realmente se confirmar a existência do fiel eleitorado de Galileu, ele está eleito, sem a necessidade de ter expressiva votação fora, até porque isto ele não tem.
 
 

MARIA LUCIA

 

PMN

 

22.151

 

WALTER TOSTA

 

PMN

 

41.565

 
 

Aristides Salgado (PC do B)
 
Diferentemente de Galileu, mesmo tendo sido prefeito por duas vezes, além de vereador de 2004 a 2008, não tem eleitores cativos em números expressivos. Tem sido mais respeitado como um arquiteto urbanista que nas urnas. Em 2008 tentou articular seu nome para prefeito, mas não deu certo.
 
Anteriormente, em 2002, Aristides foi candidato a deputado federal pelo PPS, obtendo o total de 11.869 votos, sendo 10.271 em Divinópolis.
 
A atenuante da campanha de Aristides está em ter comitês em outras cidades, como Oliveira, Carmo do Cajuru e Pitangui. Somado ao baixo coeficiente do PC do B., tendo como base a votação do deputado Carlin em 2006, Aristides precisará de aproximadamente 22 mil votos. Precisa ter em Divinópolis, no mínimo entre 8 e 10 mil votos e buscar o restante fora.
 
Tarefa difícil, pois em 2002, sua votação, quase na totalidade foi em Divinópolis.  
 
CARLIN
PC do B
21.048
 
 Rinaldo Valério (PSL)

A situação mais confortável entre todos os candidatos pode ser a de Rinaldo Valério. Em tese, uma reeleição é bem mais fácil. Isto porque, o deputado já trabalhou por vários municípios, com emendas parlamentares e destinação de verbas.
 
Rinaldo tem seu nome consolidado. É conhecido em todas as regiões da  cidade. Já participou de diversas eleições. Foi eleito em 2006 pelo PTC, com 23.252 votos, desses, 17.318 votos foram em Divinópolis.
 
O deputado, deve ser reeleito, repetindo sua votação. Não vai ampliar muito, nem vai ficar aquém. Tem também eleitorado fiel, principalmente na área médica do município e da região.  
 
 

Anderson Saleme (PR)

Em seu primeiro mandato como vereador, em 2004, Anderson obteve 1608 votos. Em 2008 no segundo mandato, 2061.

Anderson faz uma campanha sem recursos financeiros, muito atrelada à campanha de Jaime Martins, com pouca visibilidade e nenhuma ação em outros municípios. Para ser eleito precisaria por volta de 50 mil votos.

Se o rumo de sua campanha não mudar. Não tem a mínima chance de ser eleito. Ele, com certeza deve saber disto. Mesmo com o apoio do seu “nicho”, funcionários do INSS e deficientes físicos.

Beto (PT)

Em que pese ser o mesmo partido do Lula e de Dilma, mesmo com seu histórico de militante de carteirinha do PT e sua atuação na Adefom, a eleição de Beto é muito difícil, quase impossível.

A campanha de Beto, a exemplo de Anderson, também é tímida de ações e materiais. Beto está atrelado a dois candidatos a deputado federal do PT, Reginaldo Lopes e Odair Cunha.

Fabiano Tolentino (PRTB)

O vereador participa da sua terceira eleição. A primeira em 2004, pelo PPS não foi eleito vereador, teve 1229 votos, já em 2008 foi novamente candidato e foi o mais votado da historia de Divinópolis com 5.155 votos.

A campanha de Fabiano Tolentino tem a segunda maior visibilidade em Divinópolis, somente Francisco Martins e Domingos Sávio tem mais materiais de campanha que o vereador.

Fabiano tem o apoio maciço de jovens e do segmento rural. Além de ter um programa de televisão sobre o assunto, é também juiz de competição de cavalos da raça campolina, tem o apoio da Associação dos Criadores desta raça em todo estado.

O vereador, é tido como provável eleito por todo mercado. Vai precisar de aproximadamente 25 mil votos.

Roberto Bento (PT do B)

Roberto em seu quarto mandato como vereador tem o estilo formiguinha. É metódico, é aplicado. Sua campanha a vereador é foi na “sola do sapato”, mas campanha para deputado, é outra história.

Roberto também a exemplo de Anderson e Beto do BT, tem uma campanha tímida de materiais.

O candidato a deputado federal que o apóia, Luis Tibé, mais atrapalha que ajuda. No inicio da campanha, chegou e colou dezenas ou talvez centenas de cartazes nos muros e foi alvo de pesadas criticas.

Mesmo com o baixo coeficiente do seu partido. Salvo, o acontecimento de um fenômeno que transcenda a lógica, Roberto também não deverá ser eleito.

Rodrigo Resende (PSL)

Rodrigo foi candidato a vice-prefeito na chapa de Geraldinho Martins (DEM), em 2008, a chapa ficou em terceiro lugar com 17.471 votos.

Mesmo o candidato tendo origem política, seu pai foi prefeito de Divinópolis, Walchir Resende, o sobrenome Resende não é conhecido pela nova geração, somente os mais antigos tem lembrança sobre a história da cidade.

A candidatura de Rodrigo, pela timidez financeira da campanha tem mais jeito de ser uma estratégia para 2012.

Rodrigo, com certeza, sabe, que pelo “andar desta carruagem”, também não tem chances de ser eleito.

Marcos Vinicius (PSC)

O candidato já foi vereador por dois mandatos, o primeiro em 2000 e o segundo em 2004. Sua votação como o vereador é pífia para postular ser candidato a deputado estadual, o que o “salva” é sua ligação com a Igreja do Evangelho Quadrangular, foi quem lhe deu os dois mandatos de vereador.

Marcos, com o acordo fechado com o presidente nacional da Igreja, e candidato a reeleição, como deputado federal, Mario de Oliveira. De ter toda região centro-oeste para trabalhar nos templos evangélicos da Quadrangular, tem grandes possibilidades de ser eleito.

Não só a igreja, como o partido, pode estar injetando recursos financeiros na campanha de Marcos. Por ser Mario de Oliveira, também presidente estadual do PSC. E o candidato a deputado estadual ter saído da campanha para prefeito em 2008, com inúmeras dívidas, não pagas até o momento.

Se os pastores e membros da igreja obedecer a direção central, não há dúvidas que as centenas de igreja da região Centro-Oeste de Minas, conseguem tranquilamente eleger o candidato, independentemente de Divinópolis.

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