Show “Alma de Músico” com Gê Lara e banda no Festival da Primavera de Oliveira

Publicado por: suporte


Alma de Músico

Neste álbum Gê Lara esvazia mais uma gaveta repleta de canções que marcaram sua trajetória musical.
Alma de Músico é uma dessas canções, que também marcou época e pessoas. Gravada pelo grupo Adcanto, a música de Jairo Lara e Túlio Mourão foi sucesso nacional na década de 80. Agora vem dar nome ao álbum, onde Gê Lara revisita suas antigas composições e, ao mesmo tempo, registra outras bem atuais, em parceria com Renato Saldanha, que também assina a produção. Numa atitude corajosa, Gê Lara dá uma só cara ao conjunto destas obras, traduzindo-as para uma linguagem bem atual, sem contudo perder o laço com suas origens e influências.

Quem de sua geração não foi influenciado por Beatles, Crosby, Stills, Nash and Yang e Jovem Guarda? É isso: esse álbum tem um pouco disso tudo, além das participações de Renato Saldanha, no violão e guitarra; Túlio e Aulus Mourão nos teclados, Adriano Campagnani no baixo , Lincoln Cheib na bateria , Célio Balona no acordeon , e os vocais de Luiza Lara, Sérgio de Castro e Lemão.

Continua depois da publicidade

Neste show, Gê Lara se apresenta ao lado de Renato Saldanha, (direção musical e guitarra), Felipe Fantoni (baixo), Pedrinho Moreira (bateria), Luiza Lara e Paulo Henrique (vocal) e Telo Borges, como participação especial, onde, além das músicas do cd, canta outras de grande influência da trajetória musical da banda.

O Circuito Alma de Músico é executado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura com apoio da Ferlig
Gê Lara – um pouco sobre o artista

Nascido em Divinópolis-MG, o filho de artistas amadores teve suas primeiras experiências musicais ao participar de corais. Ainda nesta época, aos sete anos, ensaiou os primeiros acordes no violão.

Mais tarde, após se apresentar em BH e outras cidades do interior mineiro, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se aprofundou em canto coral e nos estudos teóricos da música.

Participou de shows e gravações com Milton Nascimento, Pena Branca & Xavantinho, Túlio Mourão, Oswaldo Montenegro, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira, Cláudio Nucci e da série infantil TABA – Abril Cultural – histórias contadas e cantadas por grandes nomes da MPB, além de ter sido premiado em diversos festivais (Alfenas, Boa Esperança, Itabirito Diamantina, Divinópolis, Ipatinga, Formiga, Três Pontas, Poços de Caldas).

De volta à Minas dedicou-se, com maior intensidade, às próprias composições e vem, desde então, pesquisando a música brasileira – especialmente as influências dos ritmos e festas do interior.

Continua depois da publicidade

Atualmente coordena os grupos “Uirapuru Canto Livre” (grupo infanto-juvenil, de 4 a 15 anos e adulto), “Coro Corinho (projeto de canto popular para crianças de escolas públicas) e ministra aula de canto popular no Projeto “Fazendo Arte”.

Discografia
Cantos de Natal – Gravadora VELAS – 1994
Herança – Selo Zen Records – 1997
Deus Menino – Canções de Natal – Gravadora Paulus – 2001
Ouropretana – Independente – 2003 (solo)
De Noite – Livro-cd – Independente – 2004
Canções Brasileiras – Gê Lara e Coro Corinho – Independente – 2005
Era Uma Vez … – Gê Lara e Uirapuru Canto Livre – Independente – 2006
Alma de Músico – Independente – 2007
Cantando Estórias – Independente – 2010

Gê Lara
Circuito Alma de Músico
Dia 17/09 – sexta-feira – às 21:30h
Festival da Primavera de Oliveira – Praça XV de Novembro
Informações: 37-3332-9150

Contato
Roberta Machado
37-3214-5275 / 9199-0813
[email protected]


Telo Borges – convidado especial

Marcelo Wilson Fragoso Borges, aliás, Telo Borges, ainda estava na primeira infância quando o Clube da Esquina foi fundado quase em frente à sua casa. O “Clube” não surgira ali por mero acaso. De fato, seus irmãos mais velhos, Márcio e Lô Borges, haviam tomado posse daqueles exíguos metros quadrados sem premeditação, um território neutro onde podiam receber os amigos e fazer um som. Os “amigos,” Milton Nascimento, Toninho Horta e Beto Guedes, entre outros, eram ainda desconhecidos da mídia; o “Clube” não tinha o status glamuroso de hoje em dia, e a vizinhança nem sempre via com bons olhos aquele bando de cabeludos transitando pela paisagem de Santa Tereza.

Assim, foi com uma certa naturalidade que Telo entrou pela primeira vez em um estúdio, para participar da gravação do Milagre dos Peixes de Milton Nascimento, aos quinze anos de idade. Para ele, Milton não era Milton, e sim o Bituca, mais que um amigo, um irmão por afinidade.

A princípio, as notas que Telo explorava no velho piano da família não chamaram a atenção de ninguém. A casa respirava música, e os “mais velhos” começavam a ser notados pelo público e pela imprensa. No entanto, o ouvido atento de Lô Borges logo percebeu que o irmão adolescente já voava com suas próprias asas, e atrevia-se a ensaiar suas próprias composições quando o instrumento estava desocupado. Eventuais resistências à idade reduzida do pianista foram gradualmente vencidas, e Telo começa a ser escalado no time de cima com uma frequência cada vez maior.

Em 1978, a maturidade criativa de Telo é estabelecida de forma definitiva com a canção Vento de Maio. Composta em parceria com Márcio Borges, a faixa é incluída por Lô Borges em seu disco Via Láctea. Desde então, Vento de Maio mereceu inúmeras gravações por vários intérpretes, com destaque para Elis Regina em seu antológico álbum, O Trem Azul. Nessa mesma época, o volume e a qualidade da produção musical de Telo Borges e seus irmãos leva a EMI-Odeon a lançar o disco Os Borges, com a prestigiosa participação de Milton Nascimento, Elis Regina, Gonzaguinha e Guilherme Arantes.

No início dos anos 80, Telo passa a integrar a banda de Beto Guedes, uma experiência que acabou durando mais de dez anos. No comando dos teclados, seu talento exercita-se em centenas de apresentações, tanto no Brasil quanto no exterior. A estatura de Telo como uma das molas-mestras dessa banda é reconhecida em 1987, quando sua composição Alma de Borracha torna-se a faixa-título de um disco de Beto.

Telo amplia o universo de suas atividades na década de 90, e é continuamente requisitado – tanto no palco quanto no estúdio – a colaborar com artistas consagrados tais como Lô Borges, os irmãos Flávio e Cláudio Venturini, Toninho Horta e Saulo Laranjeira. Ao mesmo tempo, o volume crescente das suas próprias composições exige que Telo reserve um espaço cada vez maior para apresentações solo, datando desse período a gravação de seus CDs Vento de Maio e O Poder Mágico.

A exemplo de outros gênios da música brasileira, o talento de Telo não pôde esperar por um amplo reconhecimento da mídia nacional, e acabou explodindo “lá fora” antes. Em 2003 nos Estados Unidos sua canção Tristesse, em parceria com Milton Nascimento, foi premiada com o Grammy Awards, também conhecido como o Oscar da Música. Na esteira dessa conquista, Telo e Milton embarcaram em uma longa turnê que os levou aos quatro cantos do planeta, com shows em Portugal, Espanha, França, Mônaco, Itália, Alemanha, Eslovênia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Japão e Angola. No Brasil, sua canção Voa Bicho, em parceria com Márcio Borges e interpretada por Maria Rita, filha de Elis, integrou a trilha sonora da novela global Chocolate Com Pimenta.

Nas palavras de Fernando Brant, outro ícone do “Clube” original, “Telo Borges nasceu no meio da música e tornou-se grande músico e compositor. É um talento comprovado, autor fora de série.”

Toninho Horta acrescenta que “Telo é um tecladista de mão cheia: muitas notas que formam blocos de muita emoção e rara sensibilidade. Sou seu grande fã.”

Hoje, no limiar do século XXI, Telo Borges inscreve-se entre os grandes nomes da nossa música. Autor de mais de 120 canções, a criação musical é para ele uma necessidade fisiológica tal como dormir e respirar. Aqueles que o conhecem desde sempre não vêem nenhuma diferença entre o menino de anos atrás e o homem maduro dos dias de hoje: a mesma simplicidade, o mesmo amor pela vida, pela música e pelo futebol (não necessariamente nessa ordem).

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados