Enfermeiros da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis enfrentam dificuldades enquanto aguardam o pagamento do piso salarial, que estaria pendente desde 2023. Segundo os funcionários, o valor total devido pelo Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (IBRAPP), empresa anteriormente responsável pela gestão, chega em torno de R$ 100 mil e a quitação estava prevista para outubro de 2024, mas o pagamento não foi realizado, seguindo sem uma solução efetiva do problema, ou seja, pagar o débito.
O IBRAPP, que já deixou a administração da unidade, alega estar verificando os cálculos dos valores a serem repassados e, em nota enviada no dia 30 de outubro em um grupo de WhatsApp com os funcionários, a empresa informou que os dados foram encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) para validação, o que estaria atrasando os repasses. A Prefeitura informou que já notificou a empresa para que resolva o problema.
Funcionários relatam dificuldades e incertezas
De acordo com os trabalhadores, a falta do pagamento tem causado sérios transtornos. Eles temem que o processo de validação demore ainda mais, comprometendo ainda mais suas finanças pessoais.
O IBRAPP, no entanto, comunicou que, em alguns casos, funcionários acreditavam ter saldo a receber, mas verificações mostraram o contrário. Além disso, mencionou um erro da SEMUSA no envio de uma planilha referente ao piso complementar de maio de 2024, o que teria causado mais atrasos. A empresa afirmou que está em tratativas com a Secretaria para corrigir a situação.
Prefeitura e IBRAPP trocam responsabilidades
A Prefeitura informou que os pagamentos já foram realizados e que o IBRAPP foi notificado para solucionar o caso. No entanto, a empresa alega que o repasse só será feito após a validação da Prefeitura sobre os dados enviados.
O IBRAPP destacou também que os recursos para o pagamento do piso são de origem federal e que está colaborando para garantir a transparência do processo. No entanto, os funcionários, que dependem do salário para sobreviver, afirmam não ter recebido qualquer garantia sobre a data em que os valores serão depositados.
Impasse reforça a necessidade de transparência
A situação coloca em evidência a importância de uma comunicação clara entre Prefeitura e IBRAPP, além da necessidade de maior transparência na utilização de recursos públicos. Segundo os funcionários, a demora e a falta de respostas concretas têm gerado uma sensação de abandono.
Enquanto aguardam um desfecho para o impasse, os 38 trabalhadores esperam que as autoridades tomem providências para que o piso salarial seja pago e que casos como este não voltem a ocorrer. A incerteza sobre os repasses reforça a importância de mecanismos que assegurem o cumprimento dos direitos trabalhistas, especialmente em áreas tão essenciais quanto a saúde pública.







