A TV Globo tem noticiado de forma absolutamente normal, como se nada houvera, como se ele não estivesse envolvida no processo.
Algumas perguntas são necessárias:
– Como o vídeo foi parar na TV Globo? Se dentro do avião, em tese, só deveria existir funcionários públicos do governo de Minas. Delegados, policiais, peritos, agentes penitenciários, e tripulantes da aeronave. Enfim, profissionais que tivessem relação com a operação..
– As imagens, pela posição de Bruno, forma capturadas de baixo para cima, provavelmente com um telefone celular ou outro equipamento qualquer de espionagem, colocado estrategicamente em cima de alguma coisa, já que a imagem não tremeu nenhum segundo.
De quem era este celular? Particular ou do governo de Minas? Mas independentemente de quem era o celular, todos estavam em serviço pago pelo contribuindo e não tinham o direito de privilegiar nenhuma empresa privada. O dinheiro era e é do contribuinte.
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Quais pessoas a bordo sabiam que estava sendo gravado? Sabemos que era uma aeronave de pequeno porte. É possível que todos soubessem o que estava acontecendo a bordo. Havia muito silencio na aeronave, muita coincidência que outras pessoas não falassem.
Foi gravado com autorização das delegadas responsáveis pela operação ou elas não sabiam? Pelas evidencias já apresentadas é possível que todos soubessem, até os pilotos.
Como aconteceu a negociação da entrega da gravação? A emissora procurou alguém, encomendou a gravação previamente ou foi procurada posteriormente?
O que envolveu a entrega da gravação? Simplesmente uma cortesia pela simpática emissora, troca de favores ou uma relação comercial de venda da imagem?
Para o bem do jornalismo e da ética das faculdades e dos livros que a TV Globo e seus profissionais tanto enaltecem, mas na prática, às vezes esquecem, o vazamento deste vídeo precisa ser elucidado.
Segundo alguns advogados. O que foi dito, altera a formação de opinião sobre o caso e em um futuro julgamento poderá influenciar o jurado. Entretanto, como a gravação não foi obtida com o consentimento do acusado, é obvio, e nem tão pouco com autorização da justiça, o advogado de Bruno, se souber usar este grave deslize, poderá deixar seu cliente em considerável vantagem, já que esta gravação não poderá fazer parte como uma peça de acusação.
E o que é pior, como já está acontecendo. O advogado aproveitando-se desta horrorosa falha da Policia Mineira, está argüindo a forma equivocada como está sendo conduzidas as investigações..
É Inquestionável a importância da TV Globo como veiculo de comunicação. Todavia, sua volúpia de exclusividade e furo jornalístico em sua renhida batalha contra a TV Record não lhe dá o direito de cometer passar por cima de qualquer situação.
Fica uma última pergunta: outra pergunta: A Globo pode? .Não, ela não pode! Ela também tem que seguir a Lei. E, sabemos que de agora em diante, a Record vai vigiá-la de perto.
Agora, ela “tira o corpo fora”, e noticia de forma natural que a policia está apurando o vazamento do vídeo, como se ela não estivesse envolvida, como se não tivesse noticiado e alardeado a exclusividade das imagens ilegais no “Fantástico”. Faz verdadeiro ouvido de mercador.
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Outras notícias sobre o vídeo
Vídeo do goleiro Bruno em avião revolta juristas
Os responsáveis pela gravação e vazamento das imagens do goleiro Bruno Fernandes Souza, feitas de forma clandestina enquanto o atleta era transportado no avião da Polícia Civil mineira, algemado, do Rio para Belo Horizonte, no dia 8, poderão responder pelos crimes de prevaricação e fraude processual. A avaliação é do criminalista Antônio Francisco Patente, ex-procurador de Justiça. Sindicância foi aberta pela Corregedoria-geral da polícia para apontar quem fez a filmagem do acusado de envolvimento no suposto assassinato da modelo Eliza Samudio. Mas, para o presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB-MG), Adilson Rocha, todos os servidores que estavam na aeronave devem ser indiciados.
“É um avião pequeno (nove lugares) e todos que estavam ali naquele momento sabiam que o vídeo estava sendo gravado. O que fizeram foi um atentado ao estado de direito, filmar uma pessoa algemada, sem que ela tivesse conhecimento, e dar publicidade a essa filmagem. Foi uma atitude arbitrária e criminosa”, criticou Adilson Rocha. De acordo com ele, a Polícia Civil jamais poderia fazer a gravação sem o consentimento de Bruno. “Se a Justiça tivesse autorizado a gravação, para fazer o que chamamos de interceptação ambiental, ela poderia ser usada como meio prova. Mas teria de ser sigilosa, e jamais ser repassada a uma emissora de TV”, disse o advogado.
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O criminalista Antônio Patente ressalta que a gravação foi “ilícita e clandestina” e que não tem valor como prova. “A partir do momento em que a pessoa é presa, ela passa a ficar sob a custódia do Estado. Todas as declarações prestadas pelo preso a partir de então não podem ser colhidas de forma dissimulada ou sem o seu conhecimento. É um direito assegurado a todos nós”, afirmou. A irregularidade cometida dentro do avião da Polícia Civil, segundo o especialista, pode configurar prevaricação (ato praticado por funcionário público contra a administração), com pena prevista de três meses a um ano, além de multa; e fraude processual (por atrapalhar o inquérito policial), que prevê detenção de três meses a dois anos, além de multa.
O criminalista criticou o que ele chamou de “espetacularização do crime” por parte da imprensa. “Ela não faz bem à sociedade. A imprensa tem o direito de informar, mas quando coloca em evidência apenas os detalhes sórdidos, acaba formando juízo na sociedade”, disse.
Além do afastamento das delegadas Alessandra Wilke, que presidia o inquérito que investiga a morte de Eliza, e da chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem, Ana Maria Santos – ambas estavam no avião que transportou Bruno –, o chefe da Polícia Civil, delegado Marco Antônio Monteiro, determinou que a Corregedoria-geral da corporação apure, com prazo de 48 horas, quem são os responsáveis pela filmagem e vazamento do vídeo.
Do Estado de Minas
Advogado diz que vídeo de Bruno no avião é ilícito
O advogado Ércio Quaresma classificou de ilícito nesta segunda-feira (19) vídeo obtido pela TV Globo e exibido ontem, onde seu cliente, o goleiro Bruno, insinua que o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, Macarrão, pode estar envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio.
“Prova ilícita eu não discuto”, afirmou Quaresma. O advogado disse ainda que ficou muito satisfeito em saber que a “Globo está patrocinando o avião da Polícia Civil de MG e feliz de saber que tem alguém na folha de pagamento na Polícia Civil”.
O advogado Frederico Franco, que também representa Bruno, afirmou que não vê conflito no vídeo. “No meu raciocínio lógico e jurídico, eu não vi conflito ali não”, disse.
As imagens foram captadas durante a viagem do jogador do Rio de Janeiro a Belo Horizonte, em um avião da Polícia Civil mineira. Horas depois de pousar, Bruno e Macarrão foram instruídos por sua defesa a não dar mais declarações.
O vídeo mostra os primeiros comentários do ex-goleiro do Flamengo sobre o caso. O jogador disse que tem “a consciência tranquila” e afirmou não ter “nada a ver com essa história”.
Amigo de Macarrão há quase 18 anos, Bruno disse ainda confiar no seu “irmão”, que lhe presta homenagem nas próprias costas, em uma tatuagem. “Mas essas últimas notícias aí…”, comentou, nas imagens divulgadas pelo programa “Fantástico”. “Eu não sei o que deu na cabeça dele. Hoje com todos os fatos que tem é difícil acreditar nele.”
Segundo o delegado Edson Moreira, o depoimento de todos serviria “para aparar as arestas” que ainda persistem no caso. No entanto, ele afirmou que as investigações “estão fluindo para a conclusão”.
“Nós estamos na fase final das investigações. Os depoimentos estão fluindo para a conclusão. Tanto é que nesta semana nós pretendemos interrogar o Bruno e Macarrão” e depois fazer as costuras finais”, disse.
Por volta das 12h, chegaram ao Departamento de Investigações de Belo Horizonte o goleiro Bruno e o amigo o Macarrão para prestar depoimento. Eles não falaram com a imprensa. Macarrão foi indiciado por levar Eliza do Rio para Minas.
Mulher de Bruno quer colaborar
Com a justificativa de que o advogado anterior não a deixava colaborar com as investigações sobre o desaparecimento de Eliza, a mulher do goleiro Bruno, Dayanne Souza, contratou uma nova defesa, afirmou nesta segunda-feira (19) Walker Azevedo, que se identificou como o novo representante.
Azevedo afirmou que a família de Dayanne o procurou depois que Ércio Quaresma Firpe, defensor que também representa Bruno, a impediu de falar o que sabe à polícia. “Ela quer cooperar”, afirmou Azevedo.
Fonte: UOL
Delegada é afastada após vazamento de vídeo de Bruno em avião
Corregedoria de Minas Gerais abre inquérito para apurar filmagem e vazamento
O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Monteiro, leu uma nota oficial durante uma entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira, em Belo Horizonte, na qual afirma que as investigações do caso do desaparecimento e suposta morte de Eliza Samudio não ficarão mais a cargo da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte que tinha a delegada Alessandra Wilke como responsável pelo inquérito. Mais tarde, a delegada Ana Maria dos Santos, que era chefe-geral da DH de Contagem, também foi afastada do caso.
A partir de agora, o caso será conduzido pelo delegado Edson Moreira, chefe do departamento de investigação de Minas Gerais.
Na mesma nota, Monteiro diz que a corregedoria da polícia do estado mineiro irá analisar nas próximas 48 horas a origem do vazamento de um vídeo veiculado primeiramente pelo programa ‘Fantástico’, da TV Globo, no domingo (18).
No vídeo, que aparentemente é gravado sem o conhecimento de Bruno, o atleta conversa com um policial da DH sobre sua relação com o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, enquanto era levado de avião do Rio de Janeiro para Minas Gerais, na semana passada. Na filmagem, Bruno diz não confiar mais no amigo e afirma ser inocente das acusações.