Em Porto Seguro, uma das cidades praianas mais famosa do Brasil, o destino dado a uma centenária árvore do tipo gameleira aconteceu totalmente diferente do que ocorreu em Divinópolis, lá em um esforço coordenado entre a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e a Secretaria de Meio Ambiente (Semac) também símbolo do município, a árvore, que estava sofrendo com a infestação de besouros e perda de vitalidade, foi submetida a um processo de recuperação minucioso que incluiu adubação, aplicação de inseticidas biológicos e poda profissional, e não o seu corte total como lamentavelmente foi feito em Divinópolis – E o pior, a vice-prefeita Janete Aparecida após a repercussão negativa da divulgação da matéria do Divinews, e o candidato a vereador Cleber Corrêa, apresentador da TV Integração, que na telinha já fez várias matérias em defesa do meio ambiente, foi lá defender o corte, que aconteceu no dia 23/9. com a argumentação de que poderia cair sobre alguém. Porém, fato é que a árvore chegou a tal ponto, por que não tiveram nenhum cuidado com ela. Antes que chegasse ao ponto que chegou.
Porto Seguro e o resgate de um ícone natural
A gameleira centenária de Porto Seguro é mais que uma árvore. Ela carrega consigo a memória da cidade e representa a conexão com o passado, integrando-se à paisagem do Centro Histórico. As ações de revitalização realizadas contaram com produtos da Embrapa, que forneceram o suporte técnico necessário para a adubação e controle de pragas. O objetivo é garantir que a gameleira recupere sua imponência e continue sendo um ponto de referência para a comunidade e os turistas, perpetuando seu valor histórico e ambiental.
Divinópolis corta suas raízes centenárias
Enquanto Porto Seguro celebra sua árvore simbólica, Divinópolis vive uma situação oposta. Na manhã da última terça-feira (23), como noticiado pelo Divinewa, a cidade amanheceu com uma perda significativa para o cenário urbano: uma árvore centenária foi cortada na Praça da Catedral. A justificativa dada pela Empresa Municipal de Obras Públicas e Serviços (EMOP) foi de que a árvore apresentava galhos e raízes apodrecidos, o que teria comprometido sua segurança estrutural.
Porém, essa explicação foi contestada por um biólogo local, em entrevista ao portal Divinews, sob o manto do anonimato, pois ele sabe bem que se identificasse seria alcvo dos hatters na internet. Fato é que, segundo ele, a espécie da árvore pode viver até 200 anos sem maiores problemas e, após análise por imagem, não havia sinais que indicassem a necessidade de remoção. O biólogo ainda sugeriu que a árvore poderia ter mais de 112 anos, possivelmente anterior à emancipação do município, o que aumenta ainda mais o valor histórico e simbólico de sua preservação.
Um contraponto claro
A situação evidencia um contraponto gritante: enquanto Porto Seguro investe em ações para revitalizar seu patrimônio natural, reconhecendo a importância da árvore centenária para a memória e identidade local, Divinópolis, ao invés de buscar alternativas para preservar a sua, optou por eliminá-la. O caso levanta questionamentos sobre a política de conservação urbana e o cuidado com o patrimônio natural, além obviamente do meio ambiente, em diferentes cidades.
O futuro das árvores nas áreas urbanas requer um olhar mais atento, para que símbolos históricos, como a gameleira de Porto Seguro, possam seguir em pé, enquanto a destruição das memórias verdes, como em Divinópolis, não se torne uma prática comum.
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