A unidade do motel Fantasy, situada na Avenida Portugal, na região da Pampulha, é um dos principais alvos da operação de fiscalização contra ligações clandestinas de água em Belo Horizonte e na região metropolitana, realizada na manhã desta terça-feira (25). A ação é conduzida pela Copasa com apoio das polícias Civil e Militar. Estima-se que os prejuízos anuais com os chamados “gatos” possam alcançar R$ 170 milhões aos cofres do Estado.
“Aqui estamos realizando uma verificação de rotina e uma avaliação para identificar se há uma rede paralela de abastecimento que não passa pelo nosso hidrômetro”, explicou Valter Lucas, gerente de hidrometria e perdas da Copasa.
As ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos”, envolvem desvios de água que ocorrem em todo o estado. Segundo a Companhia, cerca de 300 mil imóveis têm instalações fraudulentas, com uma média mensal de desvio de 395 litros de água por imóvel.
Bernardo Pinto Coelho Naves, superintendente de integração operacional da Sejusp, afirmou que quem comete essa fraude pode enfrentar sanções administrativas e criminais. “A Copasa é responsável por constatar a irregularidade. As polícias oferecem apoio para casos de ilícito, e o infrator pode ser preso em flagrante”, explicou.
Os “gatos” são considerados crimes de estelionato e furto, previstos nos artigos 171 e 155 do Código Penal, respectivamente. A pena para estelionato varia de um a cinco anos de reclusão e multa, enquanto o furto pode resultar em reclusão de um a quatro anos. Em casos qualificados, a pena pode ser de dois a oito anos, chegando a 10 anos se houver uso de explosivos ou artefatos que causem perigo comum.
Fonte: BHAZ






