Também em nota oficial, a Prefeitura informou que considera o movimento ilegal, alegando que os médicos iniciaram o movimento sem comunicar à Secretaria de Saúde, o que fere a legislação.
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Por falta de condições de trabalho e reivindicando melhorias salariais, os médicos do Pronto-Socorro Regional reduziram o atendimento desde o último dia 17. Após o início do movimento, ocorreu uma morte no PS, que, segundo a Prefeitura, pode ter sido por falta de atendimento. A Secretaria de Saúde instaurou processo administrativo para investigar o caso.
Diante da posição da Prefeitura, que afirma não ter sido comunicada sobre o movimento, os médicos distribuíram nota oficial desmentindo a versão oficial. Veja a íntegra da nota dos médicos:
A BEM DA VERDADE
(Sobre redução de atendimento médico no Pronto-Socorro Regional)
Os representantes do Executivo Municipal, em suas manifestações à imprensa têm dito, reiteradas vezes, “não ter a Prefeitura Municipal recebido resposta quanto à proposta de aumento salarial por esta administração apresentada”.
Buscando preservar a verdade, informamos que:
1) – em 08/12/2009, às 16h, a Comissão Representativa realizou reunião com os diretores Administrativo e Técnico do PSR, quando repassou a eles a pauta de reivindicações e o cronograma do movimento de redução de atendimento médico, a iniciar-se às 7h de 17/12/2009, caso as promessas feitas pelo Prefeito e Secretária de Saúde não fossem cumpridas.
2) – Em 15/12/2009, às 11h, um médico da Comissão Representativa, em reunião com os diretores Administrativo e Técnico do PSR, informou que os médicos haviam recusado a proposta apresentada na noite anterior, uma vez que ela não contemplava o prometido pelo Prefeito e Secretária Municipal de Saúde. O diretor administrativo do PSR comprometeu-se a repassar esta informação para a Secretária de Saúde.
3) – Em 21/12/2009, durante reunião da Comissão Representativa, foi reiterada a posição contrária à proposta vinda do Executivo Municipal. Uma cópia da ata desta reunião foi repassada no dia seguinte ao diretor técnico do PSR, que a repassou para a Secretária Municipal de Saúde.
4) – Em 24/12/2009, às 12h45, durante reunião entre um médico da Comissão Representativa, o secretário-adjunto de Saúde e o diretor administrativo do PSR, este último confirmou que repassou à secretária de saúde, em 15/12/2009, a informação de que a proposta oriunda do Executivo havia sido rejeitada.
Como se vê, os médicos do PSR tiveram a devida preocupação de repassar para a sua chefia – com a necessária antecedência – o início e a manutenção do movimento. Agora, cabe aos representantes do Executivo Municipal, explicarem à opinião pública porque se agarram em argumentos inverídicos no afã de justificar as suas fragilidades.
Comissão Representativa dos Médicos do PSR
Divinópolis, 25 de dezembro de 2009
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