Apenas 14% dos médicos do serviço municipal aderem a paralisação, diz prefeitura de Divinópolis

Segundo a administração municipal, 26 dos 181 médicos da rede aderiram ao movimento. Apesar do impacto em 15 unidades de saúde, prefeitura afirma que os serviços essenciais foram mantidos.

Publicado por: Victor de Castro

Apenas 26 dos 181 médicos que atuam no sistema público de saúde de Divinópolis aderiram a paralisação de 24 horas promovida pela categoria nesta segunda-feira (13).  O número equivalente a aproximadamente 14% dos profissionais. A informação é da prefeitura de Divinópolis.

Procurado pelo Divinews, o Sinmed, sindicato da categoria, afirmou que ainda não tem um levantamento do número de profissionais que aderiram ao movimento. A paralização tinha por objetivo protestar contra a reforma da previdência municipal e pedir mais diálogo com o a gestão.

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Segundo o Executivo, cerca de 86% dos médicos permaneceram em atividade, garantindo a continuidade da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Prefeitura, dos 47 centros de saúde do município, 15 unidades ficaram temporariamente sem atendimento médico em razão da adesão ao movimento.

As unidades afetadas foram:

  • Unidade Básica de Saúde (UBS) Niterói;
  • UBS Bom Pastor;
  • UBS Afonso Pena;
  • UBS São José;
  • Estratégia de Saúde da Família (ESF) Santos Dumont;
  • ESF Terra Azul;
  • ESF São Paulo;
  • ESF Jardim das Acácias;
  • ESF Ipiranga;
  • ESF Planalto;
  • ESF Belvedere;
  • ESF Jardinópolis;
  • ESF Candidés;
  • ESF Vale do Sol;
  • ESF Central.

A Policlínica Municipal também registrou adesão de médicos ao movimento, conforme informou a administração.

Demais serviços foram mantidos

Mesmo nas unidades impactadas, a Prefeitura afirma que os demais serviços de saúde continuaram funcionando normalmente.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, permaneceram em funcionamento os atendimentos de enfermagem, vacinação, curativos, administração de medicamentos, procedimentos de enfermagem, acolhimento, acompanhamento das equipes multiprofissionais, dispensação de medicamentos e outros serviços oferecidos à população.

Nas unidades que não registraram adesão, as consultas médicas ocorreram normalmente.

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Secretaria monitora atendimento

A Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanhou a paralisação ao longo do dia, monitorando o funcionamento das unidades e adotando medidas para reduzir os impactos aos usuários da rede pública.

Atualmente, a rede municipal é composta por 47 unidades de Atenção Primária, organizadas em 68 Equipes de Saúde da Família, além da Policlínica, do Caps III, do Caps AD e de outros serviços especializados.

Prefeitura reforça compromisso com o diálogo

Em nota, a administração municipal reafirmou o compromisso com a continuidade dos serviços públicos essenciais e com a manutenção da assistência à população.

A Prefeitura também declarou que permanece aberta ao diálogo com os profissionais da saúde, ressaltando que as negociações devem ocorrer com responsabilidade na gestão dos recursos públicos e em defesa do interesse coletivo.

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