A entrevista começou a partir do questionamento de como o técnico Faraco estaria se saindo frente às demandas políticas, que na maioria das vezes não comungam entre si.
O cientista afirmou que, por conhecer o ambiente que está inserido, sua luta é pela modernização da gestão publica aplicando certos conjuntos de princípios éticos e morais.
Sabemos que não conseguiremos transformar a administração publica num curto espaço de tempo, porque não é possível fazer mágica, muitas vezes num contexto adverso às nossas intenções.
Numa perspectiva moderna de gestão você é obrigado a lidar com casuísmo e com a política propriamente dita, tendo que negociar projetos que são travados pela burocracia pública.
É tudo uma questão de cultura enraizada, tanto a do servidor quanto a dos gestores públicos, some-se a isto as características de atuação do poder legislativo no Brasil, que hiper-atrofia o poder executivo.
Por exemplo, o nosso presidente é considerado internacionalmente um dos presidentes mais forte no mundo, isto porque ele tem poder de veto parcial e por ter instrumentos que dão a ele uma interferência muito grande na agenda do legislativo, a mesma lógica se aplica no governo do estado.
Temos ainda uma tradição eleitoreira, do político fazer promessas sem a mínima condição de cumprir. Isto acontece por alguma vantagem política indireta, aliás, este tipo de comportamento não é apenas no Brasil é uma marca de todo pais latino americano.
Por outro lado não podemos tirar do político a sua capacidade de sonhar, projetar o futuro, de imaginar uma situação melhor para o país, o estado e o município. É este sonho que o impulsiona na busca de recursos e soluções que transforma o sonho em realidade.
Quando ele (executivo) se apresenta de peito aberto à população, explicando porque conseguiu ou não conseguiu cumprir determinadas promessas e dá condição ao poder legislativo e a sociedade civil organizada de acompanhar e questionar seus atos. Ao mesmo tempo, prestando contas a todo o momento, onde fez a aplicação dos recursos e porque é necessário a aprovação de um determinado projeto no futuro, agindo de forma transparente.
Caso ele não consiga cumprir as promessas no prazo inicialmente estipulado, mas houve uma percepção clara da população que ele se empenhou de fato e houve um comprometimento verdadeiro. O julgamento do porque ele fez ou deixou de fazer, precisa ser diferente.




