A reunião foi presidida pelo vereador Geraldinho da Saúde (PR), presidente da Comissão de Saúde, estavam no plenário o deputado estadual, Rinaldo Valério, a vereadora Heloisa Cerri e o vereador Edson Sousa, como membros da comissão de saúde, a secretária de saúde, Rosenilce Cherrie Mourão, representante do SINMED-MG sindicato dos médicos de Minas Gerais, Dr. Alberto Pequeno, representante do SINTRAM, Sr. Frederico, Dr. Francisco Gonçalves, também se fez presente.
Os vereadores presentes foram: Fabiano Tolentino (PRTB), Rodyson do Zé Milton (PSDB), Anderson Saleme (PR) e Roberto Bento (PT do B)
No auditório estavam presentes, professor Gilson Soares FUNEDI-UEMG – Representando o deputado Jaime Martins, Rodrigo Resende, a jornalista Maria Cândida, o presidente do PSDB, Geraldo Magela,
Do governo Vladimir Azevedo, o secretário de planejamento e gestão Antônio Faraco, o secretário de governo, Fernando Ordones, o secretário adjunto de saúde Gilmar Santos, o Diretor do Pronto Socorro, Mauricio.
A reunião foi extensa e em alguns momentos cansativa pela repetição de ataques da oposição e defesas por parte do governo.
Houve embate também entre os dois sindicatos presentes. O SINTRAM com a legitimidade de representante do funcionalismo público, entre os quais os médicos do município teve dificuldades de posicionamento na reunião isto porque o SINMED não aceita a representação dele junto a classe médica.
Dr. Gigante, disse que a categoria votou em peso em Vladimir Azevedo, por acreditar que a sua proposta de saúde para o município era a melhor. Posteriormente recebeu um oficio dizendo que as medidas prometidas para a saúde, não seria possível serem cumpridas, porque não tinha dinheiro. Entretanto, mais recentemente voltaram a receber um novo convite para conversar sobre a questão da saúde. Ele espera que a conversa aconteça realmente, caso contrário voltará a solicitar o mesmo espaço para o legislativo com o objetivo de dar retorno a população e tomar a decisão necessária.
Mais ao término da Audiência, disse que o grande problema da saúde em Minas é o próprio governador Aécio Neves que está aplicando 50% menos do que deveria aplicar na saúde.
Alberto Gigante em resposta à secretária de saúde, esclareceu que a classe médica nunca foi convidada para participar do plano diretor
Já o vereador Edson Sousa, membro da comissão de saúde, com o seu já conhecido discurso de descontentamento de tudo que se refira ao executivo, principalmente a saúde, reclamou do comportamento de membros do governo por não terem pauta, chegando a reclamar da postura física (a forma como ele estava sentado) do secretário adjunto de saúde, Gilmar Santos
Solicitou que a comissão fizesse uma proposta para em 30 dias o governo apresentar um plano de cargos e salários, especifico para a saúde.
Como é de costume em seus filosóficos discursos, usou metáforas dizendo que a imprensa anda meio esquisita, chamando jabuticaba de melão e melão de jabuticaba, além de ter nomeado a jornalista Maria Cândida da coluna Rotativa do Jornal Agora, como representante da imprensa, e o professor Gilson Soares da Funedi – Uemg representando a sociedade civil organizada. Só não ficou claro a onde e como.
Jorge Geraldo Canabarro em sua fala fez sua autobiografia, falou do episodio do dia 7 de setembro quando a imprensa foi chamada no PS para ver a situação lastimável de atendimento da população, inclusive com abertura de ocorrência policial. A seguir atacou o diretor do pronto-socorro, Mauricio acusando-o de ter dito palavras de baixo calão contra sua pessoa, no episódio que envolvia férias de outro médico. Segundo Jorge, Mauricio teria indagado do tal médico, se ele teria assinado um manifesto de apoio a Jorge nos termos seguinte: “Você também assinou aquela porra daquele papel do Jorge?”
Reafirmou a falta de organização no PS, dizendo que “um dia tem clínico, no outro não” – “um dia tem ortopedista, no outro não”. Reclamou também da situação de ter médicos recém formados na linha de frente do pronto-socorro, relatando casos de mal atendimento por parte deles em conseqüência da inexperiência profissional.
O embate entre os dois sindicatos SINTRAM e SINMED-MG começou com o discurso do representante do SINTRAN, Sr. Frederico ao “puxar” também para o seu sindicato a legitimidade daquela discussão. “Se trata sim de questão médica, mas principalmente dos médicos do SUS (sistema único de saúde) e o SINTRAM representa os servidores públicos e também os médicos do SUS – Para o debate é necessário que seja amplo”
“Como representante do povo de Divinópolis na Assembléia Legislativa, não poderia deixar de estar presente”, assim abriu sua fala, o deputado Rinaldo Valério. Defendeu a secretária de saúde Cherrie, dizendo que ela pegou um grande abacaxi, porque uma cidade do tamanho de Divinópolis não teve a atenção devida por parte dos prefeitos anteriores, e até hoje não tem um PSF sequer.
Antes do aguardado pronunciamento da secretária de saúde do município Rosenilce Chérrie Mourão, houve dúvida por parte da comissão de saúde, quanto ao tempo que seria necessário para ela esclarecer os pontos até então levantado. Edson Sousa, então sugeriu ao presidente da mesa, que o tempo seria aberto, o suficiente para Chérrie sanar todas as questões.
A secretária começou dizendo que o tema era muito complexo para ser resolvido em tão pouco tempo.
“Quando decidir aceitar ser secretária de saúde, estava bastante ciente dos conflitos que teria que administrar” – “Falar em todo sistema de saúde sem reconhecer a importância dos médicos é de todos os profissionais do setor não faz sentido” disse Chérrie.
A secretaria continuou afirmando que o Plano Municipal de Saúde tinha acabado de ser concluído, ela estava com ele em um pen driver em sua bolsa, se tivesse tempo poderia apresentá-lo.
Em defesa da sua pasta disse que, não existe exercício ilegal da profissão de enfermeiro neste governo. A classe não está indo um milímetro além daquilo que lhes compete.
Quanto ao posto de referencia H1N1, disse ter orgulho de tê-lo criado, pois sua criação foi do dia pra noite e foram atendidas 1111 pessoas. Sobre o caso dos medicamentos vencidos explicou que cerca de 65% era da iniciativa privada.
Continuou, O pronto-socorro tem uma crise de identidade, entre ser um PS e um hospital, a solução dele não está nele e sim fora dele, na criação de um novo atendimento 24 horas. Esperamos que a nova UPA resolva este problema.
Adianto também o modelo de gestão da UPA será diferente, a operacionalização será da iniciativa privada com gerenciamento do município.
A falta de médicos nos postos de trabalho, ela disse que, todas as vezes que isto acontece é porque eles não comparecem ao trabalho.
Esta declaração causou mal estar em alguns membros da mesa e aplausos por parte de outras pessoas presentes.
Explicou ainda que de janeiro até agora foram contratados 24 novos médicos, desses no momento existem 20.
Defendeu o diretor do pronto-socorro, dizendo que as pessoas que o conhece e também ela, sabe que ele seria incapaz de dizer uma palavra de baixo calão.
Várias pessoas inscritas fizeram perguntas. Iara, dentista do PSF do Serra Verde leu a sua fala, acrescentando que: “a questão salarial permeia sim os problemas da saúde”
O professor Gilson Soares, diretor-presidente da Funedi – Uemg disse que nunca parou de acompanhar as questões do sistema único de saúde. O problema da saúde afirmou Gilson é que, os investimentos teriam que ser feito ao longo da história. Alertei sobre isto no governo do Galileu e do Demetrius, mas nada foi feito. Agora está aí as conseqüências. Concordo sim, que temos que criar um plano de cargos e salários especificamente para o setor da saúde.
Foi muito aplaudido quando disse que o problema não poderia estar restrito somente ao SINDMED-mg ele é amplo com a participação de todos, inclusive do SINTRAM
Já Ronaldo Mauricio, pertencente ao conselho municipal de saúde, teve um discurso irônico e irreverente, entre outras frases, afirmou “Não vamos generalizar não hein gente, tem médicos e médicos, aqui só tem médico”






