O Divinews quis saber como está a construção do “Novo São João de Deus”. Ele esclareceu que esta com 60 dias de atraso. Os primeiros 30 dias foram em conseqüência das questões legais, como cortes de árvores e terraplenagem, os outros 30 dias, que envolveu a entrega de materiais, como exemplo citou a Gerdau, que é uma das fornecedoras. Todavia, foi criada uma estratégia para recuperar este atraso, os 65 homens alocados na obra trabalham todos os dias 2 horas a mais, sem contar os sábados e domingos.
Perguntamos o que ele achava da construção de um hospital regional com recursos de 40 milhões do governo do estado. Este recurso não poderia ter vindo para o “Novo São João de Deus”?
Frei Ronan, afirmou que com certeza as obras seriam bem mais rápidas. O número de leitos previstos na expansão seria maior. Mas, é mais interessante ter outro hospital que também atenda o SUS. “Não que o HSJD vá deixar de atender a média complexidade, o que deverá sair da média complexidade é o excesso de atendimento que atualmente temos. Atualmente o médico não quer atender a média, por receber um valor baixo, lá (hospital público) como o médico terá um salário, ele vai querer o paciente” concluiu.
“O problema não é construir, é manter. Os custos mensais são altíssimos. O nosso custo mensal aqui no São João de Deus é de cerca de R$ 6 milhões de reais” afirmou o Presidente do HSJD.
Quisemos saber também sobre a gripe H1N1, como está a situação de atendimento no hospital e se o São João está recebendo pacientes de outras cidades. Ronan esclareceu que não pode receber pacientes de outros municípios, porque não tem leitos suficientes. Mas disse que na região não faltam leitos, que existem muitos hospitais na região e alguns com menos da metade ocupados. O que falta é capacidade de resolução na média complexidade. Conclui dizendo: “Se um hospital público não tiver capacidade de resolução, não resolve ter leitos”
Confirmou também que o atendimento a pacientes com suspeita de gripe aumentou consideravelmente. A população está alarmada e procurando imediatamente atendimento médico para diagnosticar se esta ou não com a influenza “A”. Disse também que todas as colaboradoras grávidas foram dispensadas de trabalhar, por prazo indeterminado.
Com relação a renovação do contrato de atendimento dos usuários do plano de saúde Unimed, Frei Ronan afirmou que foi renovado. “Tivemos problemas, próprios de qualquer negociação comercial, mas foi resolvido. Não chegamos a romper, atendemos normalmente, porque em uma das cláusulas estabelecia um prazo de 60 dias para a interrupção, antes de tal prazo, chegamos a um acordo de reajuste da tabela




