O relator apresentou complementação de voto acolhendo sugestões dos deputados Pepe Vargas (PT-RS), como a substituição da expressão “jogos recreativos” por “jogos de azar”; e do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), que inclui as instituições religiosas entre aquelas das quais os jogos devem ficar fisicamente distantes. As outras são as escolas públicas e privadas, que devem ficar a uma distância mínima de 500 metros das casas de jogos.
João Dado acolheu ainda o parecer aprovado anteriormente na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. O texto prevê, por exemplo, a cobrança mensal de royalties de bingo, no valor de 15% da receita financeira sujeita a tributação. O dinheiro deverá ser utilizado em programas de saúde pública.
O substitutivo também proíbe a presença de menores de 18 anos e de pessoas viciadas em jogos de azar. A proposta prevê a criação de um cadastro nacional desses dependentes, que deverá ser regulamentado no prazo de 180 dias a partir da promulgação da lei. Segundo o substitutivo, as apostas só poderão ser pagas à vista.
O texto de João Dado substitui o de Mendes Thame e o de cinco projetos de lei sobre a legalização dos jogos, e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário. Na votação de hoje, quatro deputados votaram contra o parecer: Arnaldo Madeira (PSDB-SP), Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Guilherme Campos (DEM-SP) e Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).



