É preciso conhecimento de mercado, entendimento e compreensão do que o estilista planejou e desenvolveu, o que a confecção espera de retorno e impacto causado pela imagem de sua coleção e saber a diferença entre conceito e comércio. A primeira é muito usada, contudo, mal usada, pois conceito é “chic”, dizer, é fácil. O difícil é “ser” verdadeiramente conceitual, é isso que diferencia um fotógrafo de moda de um outro qualquer.
No mercado é muito comum se ver um catálogo, um editorial ou mesmo uma campanha toda com aparência de “Book”, que não valoriza o produto, depois o confeccionista não entende por que seu produto não vendeu melhor ou em maior quantidade. A resposta seja: Procurar um fotógrafo que entenda de moda, desde o tecido, até a impressão visual!
É comum ver campanhas com fotos bonitas de belas modelos, mas com a roupa em segundo plano, indo em sentido contrário ao que se espera, pois não funciona só a beleza da foto, ela tem que vender o produto.
Muitas marcas imitam as campanhas que encontram nas revistas Vogue, Elle, Cosmopolitan, entre outras, achando que estão fazendo um grande negócio, pois com certeza vão elogiar as fotos onde as modelos se encontram com posturas e produção “Fashion” como dizem.
Contudo, não se pode comparar uma marca regional com marcas já posicionada mundialmente como Fórum, Zoomp, Dolce & Gabanna, etc., pois essas marcas vendem só por colocar seu nome, não precisam mostrar o produto, se destacam por si só.
Nossas marcas regionais têm que fazer por onde, mostrando seu produto e não uma modelo toda maquiada, em um plano de foto cortado com o foco nela, onde mal aparece a roupa. É bonito, mas não funciona, não atinge os objetivos.
“O ideal é trabalhar com o estilo conceitual sem esquecer o toque comercial”.






