A produção da fabricande japosesa Toyota caiu 50% em fevereiro, ela também recorreu ao governo do Japão com um pedido de ajuda financeira de US$ 2 bilhões.
Na Cidade Toyota, na região de Nagoya, onde está a sede do grupo, o clima é tão triste quanto o de Detroit – berço da indústria automobilística americana -, embora ainda não haja quarteirões inteiros com casas vazias e nem sem-tetos nas calçadas. ?A cidade foi nocauteada, pois tudo gira em torno da Toyota?, diz, por telefone, o brasileiro Francisco Freitas, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Maquinário e Informática do Japão. Cerca de 80% da mão de obra local está ligada às atividades da montadora.
Além da queda nas vendas no mercado japonês, a Toyota perdeu milhares de encomendas dos EUA, para onde exporta metade de sua produção, segundo Takanori Suzuki, ex-presidente do Banco de Tóquio no Brasil e atualmente consultor de empresas. A valorização do iene, a moeda local, também castiga as empresas exportadoras, diz. Ao visitar a Cidade Toyota recentemente, Suzuki conta ter se surpreendido com um fato corriqueiro. ?Antes, eu esperava 20 minutos para pegar um táxi; agora, não há fila.? Segundo ele, há um boom de abertura de ?botequins? na cidade. São trabalhadores desempregados tentando uma alternativa de sobrevivência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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