Um motorista que trabalhava pela plataforma Uber se recusou a transportar passageiras e afirmou que não levaria “petistas” durante o primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4). O episódio foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais.
As imagens mostram o motorista dentro do veículo enquanto três mulheres aguardam do lado de fora. Duas delas aparecem usando roupas vermelhas. Em determinado momento, o carro se afasta do local sem realizar o transporte.
O vídeo também registra a tela do aplicativo utilizado pelo motorista. O mapa exibido no celular identifica pontos da Zona Sul do Rio de Janeiro, entre eles Botafogo, Copacabana, Lagoa e Ipanema, indicando que a ocorrência aconteceu na capital fluminense.
Não foi possível confirmar, de forma independente, a identidade das passageiras ou do motorista, nem se as mulheres são filiadas ao Partido dos Trabalhadores. A associação feita no episódio parte da afirmação atribuída ao próprio motorista e das imagens que mostram as passageiras usando predominantemente a cor vermelha.
Episódio ocorreu no dia da votação
A situação ocorreu justamente no domingo em que os brasileiros foram às urnas para o primeiro turno das eleições de 2026. No Rio de Janeiro, a prefeitura havia montado uma operação especial de trânsito e transporte para atender às demandas relacionadas à votação, com alterações em diferentes regiões da cidade.
O primeiro turno de 2026 colocou em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador e deputados. A votação ocorreu em todo o país no dia 4 de outubro.
Plataforma tem normas contra discriminação
A Uber estabelece que motoristas parceiros devem seguir as regras previstas no Código da Comunidade da plataforma. A empresa informa que não tolera discriminação e disponibiliza um canal específico para que passageiros denunciem viagens recusadas por motivos discriminatórios.
Segundo a plataforma, quando uma viagem é recusada por uma característica protegida pela legislação, o usuário pode apresentar uma denúncia. A empresa afirma ainda adotar política de tolerância zero para situações de discriminação.
O episódio registrado no Rio, contudo, não deve ser confundido com um caso anterior ocorrido em Belém, no Pará, em 2022. Naquela ocasião, uma passageira relatou que um motorista teria cancelado uma corrida após afirmar que não transportava “petistas”. A Uber informou à época que os motoristas tinham direito às próprias posições políticas, mas não poderiam recusar passageiros por inclinação política.
Até o momento, não há informação pública de que a Uber tenha se manifestado especificamente sobre o vídeo registrado no Rio de Janeiro em 4 de outubro de 2026.






