A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), foi eleita senadora por Minas Gerais nas Eleições 2026. A petista conquistou uma das duas vagas destinadas ao estado no Senado Federal e assumirá o mandato a partir de fevereiro de 2027.
Na apuração das eleições, Marília terminou na segunda colocação entre os candidatos ao Senado. Com praticamente todas as urnas contabilizadas, ela recebeu cerca de 4 milhões de votos, correspondentes a aproximadamente 19,4% dos votos válidos. A primeira vaga ficou com Domingos Sávio (PL), que terminou à frente na disputa.
Os dois novos senadores mineiros terão mandato de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término previsto para 31 de janeiro de 2035.
Trajetória política
Natural de Ouro Branco, na região Central de Minas Gerais, Marília Aparecida Campos nasceu em 14 de setembro de 1961. Psicóloga formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), iniciou a militância política ainda na década de 1980, durante a atuação no movimento estudantil.
Segundo o perfil biográfico mantido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Marília participou da fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na região de Uberlândia. Também presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte por dois mandatos.
A entrada na política institucional ocorreu em Contagem, onde foi eleita vereadora em 2000. Quatro anos depois, tornou-se a primeira mulher a comandar a Prefeitura de Contagem, sendo reeleita em 2008. Ao longo da trajetória, voltou ao cargo de prefeita em outras oportunidades e construiu uma carreira política marcada pela atuação no município da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Marília também exerceu mandatos como deputada estadual. Na Assembleia, participou de diferentes comissões e presidiu a Comissão Extraordinária das Mulheres, que posteriormente deu origem à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Também comandou a Comissão de Participação Popular em 2015 e 2016.
Primeira senadora mineira eleita em 36 anos
A eleição de Marília também tem um significado histórico para a representação feminina na política mineira. Ela se torna a segunda mulher eleita senadora por Minas Gerais, depois de Júnia Marise, eleita em 1990. Com isso, o estado volta a eleger diretamente uma mulher para o Senado após 36 anos.
Durante a campanha, Marília apresentou como algumas de suas pautas o fortalecimento dos municípios, investimentos em infraestrutura e medidas relacionadas à dívida de Minas Gerais com a União.
A candidatura foi registrada pelo PT e integrou uma coligação formada por partidos de esquerda e centro-esquerda. Marília teve Luciana Costa como primeira suplente e Laércio Cintra como segundo suplente.
Nova etapa no Senado
Com a eleição, Marília Campos deixará a política municipal e estadual para representar Minas Gerais no Senado Federal. A partir de 2027, ela passará a integrar a bancada mineira no Legislativo, ao lado de Domingos Sávio. Os dois se somam a Coelho Diniz, suplente de Cleitinho, eleito a governador, compondo o quadro dos senadores mineiros no Congresso Nacional.
A chegada ao Senado encerra um ciclo de mais de duas décadas de atuação eletiva em Contagem e na Assembleia Legislativa e abre uma nova etapa de sua trajetória política, agora com atuação voltada aos interesses do estado no Congresso Nacional.
A composição da bancada mineira no Senado também poderá ter reflexos nas discussões nacionais envolvendo infraestrutura, municípios, saúde, educação, desenvolvimento regional e a relação financeira entre Minas Gerais e a União.






