O último debate da Globo Minas antes do primeiro turno das Eleições 2026 reuniu, na noite desta terça-feira (29), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB). Embora propostas sobre segurança, desenvolvimento, educação, transporte, dívida pública e funcionalismo tenham passado pelo estúdio, um confronto reapareceu durante diferentes momentos da transmissão: o embate entre Cleitinho e Mateus. Os dois não ficaram restritos ao momento em que estiveram frente a frente. Citaram um ao outro em outras discussões, recuperaram episódios anteriores da campanha, falaram de aliados, aeronaves, articulações políticas e deram versões diferentes sobre uma relação que, meses atrás, ainda envolvia conversas para uma possível composição eleitoral.
O ambiente eleitoral ajuda a explicar o movimento. Na Quaest divulgada horas antes do debate, Cleitinho aparecia com 37%, Patrus Ananias com 18%, Alexandre Kalil com 9%, Mateus Simões com 6% e Flávio Roscoe com 5%. O levantamento entrevistou 1.506 eleitores entre 25 e 28 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais. No Datafolha divulgado dias antes, Cleitinho tinha 40%, Patrus 15%, Kalil 9% e Mateus e Roscoe, 5% cada. Já a RealTime Big Data registrou Cleitinho com 38%, Patrus com 20%, Kalil com 9% e Mateus e Roscoe com 8%. São levantamentos distintos, feitos em períodos e com metodologias próprias, e não previsões do resultado da eleição.
Antes de enfrentar Cleitinho, Mateus já o havia colocado no segundo turno
Um detalhe político apareceu antes mesmo do confronto direto entre os dois. Patrus Ananias escolheu Mateus para responder sobre turismo e cultura. Simões atacou a administração petista e voltou ao governo Fernando Pimentel. Em seguida, ao responder ao adversário, afirmou que o PT não poderia ir para o segundo turno com Cleitinho Azevedo.
A frase não significa que Mateus tenha admitido previamente o resultado da eleição, mas revela como ele próprio apresentou a disputa durante o debate: Cleitinho foi colocado como referência de um possível segundo turno enquanto Simões buscava confrontar justamente um dos candidatos que tenta ocupar a outra vaga, Patrus.
Essa posição apareceu novamente ao longo da noite, quando o governador voltou a direcionar cobranças ao senador.
Segurança coloca Cleitinho e Mateus frente a frente
O confronto direto começou quando Mateus escolheu Cleitinho para responder sobre feminicídio. Simões questionou por que o senador não teria destinado recursos de suas emendas parlamentares à segurança pública. Segundo o governador, Cleitinho teria destinado cerca de R$ 74 milhões para a região de Divinópolis, mas nenhum recurso especificamente para a área de segurança.
Cleitinho respondeu que as emendas foram destinadas a Minas e argumentou que a responsabilidade central pelos investimentos na segurança pública estadual é do Executivo mineiro.
Foi então que elevou o tom e afirmou que profissionais da segurança não votariam em Mateus e que integrantes da categoria estariam fazendo campanha contra o governador. A declaração é uma afirmação política de Cleitinho, e não uma pesquisa sobre a intenção de voto dos servidores da segurança.
Mateus insistiu na cobrança sobre as emendas. Cleitinho respondeu que não teria problema em submeter a destinação dos recursos a órgãos de controle e chegou a citar Ministério Público e Supremo Tribunal Federal. A partir daí, o enfrentamento deixou de ser exclusivamente programático.
“Perder faz parte”
Cleitinho passou a questionar também o comportamento de Mateus durante o debate. Chamou o adversário de arrogante e prepotente, disse que ele estava muito agressivo e disparou: “Perder faz parte.”
No acompanhamento do Divinews, a provocação foi além. Cleitinho disse que Mateus demonstrava uma espécie de fixação política nele e ironizou a quantidade de referências feitas pelo governador ao seu nome, chegando a brincar que é “casado e muito bem casado”.
Mateus também reagiu com ironias e provocações ao longo da troca. O resultado foi um embate que se estendeu para além da pergunta originalmente proposta sobre feminicídio.
Cleitinho diz que Mateus o procurou durante meses
Outro ponto importante surgiu logo depois. Cleitinho escolheu Gabriel Azevedo para discutir reajuste do funcionalismo. Mesmo conversando com Gabriel, voltou a Mateus e afirmou que o governador o havia procurado “durante o ano inteiro”. O Tempo registrou a afirmação durante a transmissão. Não era a primeira vez que Cleitinho fazia essa acusação.
Depois do debate da Record, no qual Mateus já havia dirigido uma série de críticas ao senador ausente, Cleitinho respondeu publicamente dizendo que, “até pouco tempo”, Simões o procurava buscando seu apoio e que somente depois passou a atacá-lo.
Há, portanto, registro público de que as relações entre os dois passaram por uma fase de aproximação antes de se transformarem em confronto aberto na campanha.
Encontro na residência entra nos bastidores da disputa
No debate da Globo, Cleitinho foi além dessa referência genérica. Segundo o acompanhamento feito pelo Divinews durante a transmissão, o senador relatou um encontro com Mateus em sua residência e sustentou que o atual governador teria trabalhado para convencê-lo a não disputar o Palácio Tiradentes.
Cleitinho também mencionou episódio envolvendo uma proposta legislativa que, segundo sua versão, teria sido apresentada por Mateus a partir de uma demanda feita por ele, usando o caso como exemplo de que os dois mantinham diálogo político antes do rompimento eleitoral.
Esses detalhes específicos foram apresentados por Cleitinho durante o debate. Existe registro de que houve uma tentativa de aproximação anterior e as tentativas de composição no campo político de ambos, mas não reproduziram até agora integralmente o relato sobre a reunião na residência e o episódio legislativo.
O contexto mais amplo, entretanto, é conhecido. Durante meses, diferentes lideranças trabalharam para tentar evitar uma fragmentação entre candidaturas situadas no centro e na direita em Minas. Marcelo Aro, por exemplo, chegou a afirmar que tentou construir uma candidatura unificada e que uma eventual entrada de Cleitinho alterava completamente aquele arranjo.
Isso torna politicamente relevante a mudança de relacionamento: de potenciais aliados e interlocutores a adversários que protagonizaram alguns dos confrontos mais duros da reta final.
Alex Diniz entra no debate mesmo quando Cleitinho não era o interlocutor
Mateus não limitou sua estratégia ao próprio Cleitinho. O governador voltou a mencionar pessoas próximas à candidatura do Republicanos e, conforme acompanhado pelo Divinews, recuperou o nome do empresário Alex Diniz, primeiro suplente de Cleitinho no Senado.
Esse movimento já vinha ocorrendo em outros debates. Na TV Alterosa, Simões havia chamado Diniz de “sonegador de impostos” e feito referências ao passado empresarial do suplente. Também havia atacado Luís Eduardo Falcão, vice de Cleitinho, e Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos.
A estratégia ganhou repercussão justamente porque, caso Cleitinho deixe o Senado para assumir o Governo de Minas, seu suplente é quem passa a ocupar a cadeira parlamentar. Durante a campanha, Simões transformou essa sucessão em argumento eleitoral e passou a questionar publicamente as escolhas políticas feitas pelo adversário.
Euclydes Pettersen também foi levado para o confronto
Outro nome recorrente nas críticas de Mateus é Euclydes Pettersen, deputado federal e presidente estadual do Republicanos. Pettersen foi indiciado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, investigação relacionada ao esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. O deputado nega participação em irregularidades e ressalta que indiciamento não equivale a condenação.
Mateus passou a usar essa investigação para questionar a relação de Pettersen com Cleitinho. Em debates anteriores, chegou a empregar acusações severas contra o parlamentar e relacionou o deputado também às viagens aéreas feitas pelo senador.
A ofensiva produziu inclusive disputa judicial. O TRE-MG determinou a retirada de um vídeo de Mateus das redes sociais após concluir, em análise liminar, que não havia documentação para sustentar especificamente a afirmação de que Luís Eduardo Falcão figurava como investigado em uma CPI de Patos de Minas. A decisão foi motivada por esse trecho envolvendo Falcão. Ela não declarou falsas todas as demais referências feitas por Simões a Diniz ou Pettersen.
Aviões viram munição eleitoral
As aeronaves utilizadas por Cleitinho também atravessaram a campanha e voltaram ao ambiente do debate. Mateus vinha questionando publicamente o uso de jatinhos pelo senador e vinculando o tema aos seus apoiadores políticos. No debate da Record, por exemplo, voltou a cobrar Cleitinho sobre deslocamentos em aeronaves particulares e sua relação com Pettersen.
O assunto tem uma parte documental. Na prestação de contas eleitoral de Cleitinho constam duas aeronaves utilizadas mediante cessão de uso, de prefixos PP-ISI e PS-ECR, com valor estimado conjunto de R$ 43 mil. Cleitinho afirma que as cessões estão declaradas à Justiça Eleitoral, nega qualquer troca de favores com os proprietários e disse publicamente não se opor à fiscalização dos gastos.
Uma representação envolvendo essas aeronaves foi encaminhada para análise eleitoral. Até o estágio informado pelos veículos consultados, tratava-se de procedimento preliminar, sem conclusão de que tenha ocorrido irregularidade eleitoral.
No debate desta última terça, o tema dos aviões reapareceu na troca de versões entre os candidatos, conforme o acompanhamento do Divinews. Não foi apenas uma discussão sobre meio de transporte: as referências foram utilizadas para questionar relações políticas, apoiadores e a coerência dos discursos de campanha.
Cleitinho devolve ataque falando do passado da relação entre os dois
A reação de Cleitinho às referências de Mateus foi tentar deslocar o debate dos aliados para a relação que os próprios candidatos mantiveram antes da eleição. A lógica utilizada pelo senador foi simples: se sua candidatura e seu entorno eram tão problemáticos para Mateus, por que, segundo ele, o governador buscou seu apoio e tentou construir uma composição até pouco tempo antes da eleição?
Essa argumentação já havia aparecido publicamente na semana anterior. Depois das críticas feitas por Simões no debate da Record, Cleitinho afirmou estar surpreso porque o atual governador, segundo ele, buscava sua aproximação pouco tempo antes. A mudança de relacionamento entre os dois tornou-se, portanto, uma das narrativas políticas da reta final.
Pimentel foi o personagem ausente mais lembrado
Se Cleitinho foi repetidamente citado por candidatos presentes no estúdio, outro nome apareceu diversas vezes mesmo sem participar da eleição: o ex-governador Fernando Pimentel (PT).
Logo na abertura, Flávio Roscoe escolheu Patrus Ananias para responder sobre a dívida de Minas e atribuiu ao governo Pimentel parte dos problemas fiscais do Estado.
Patrus respondeu que pretende renegociar a dívida e também atacar aquilo que chamou de dívida social, além de rever benefícios e isenções tributárias.
Pouco depois, Mateus Simões também levou Pimentel para sua resposta a Patrus sobre turismo e cultura. O governador afirmou que, durante aquela administração, 96% dos recursos da cultura teriam sido concentrados na região Centro-Sul de Belo Horizonte e utilizou o episódio para atacar a capacidade administrativa do PT. Até Gabriel Azevedo entrou nessa discussão ao falar de funcionalismo e planejamento das contas públicas, lembrando o parcelamento dos salários durante o governo Pimentel.
Cleitinho também leva Pimentel para confronto com Patrus
A referência voltou quando Patrus perguntou a Cleitinho sobre desenvolvimento regional. O senador começou em tom cordial. Disse que Patrus sempre o tratou com educação e respeito, mas lembrou que o candidato petista havia afirmado que uma eventual gestão de Cleitinho poderia ser um desastre.
Na sequência, devolveu a discussão e perguntou como havia sido o desenvolvimento de Minas durante o governo Fernando Pimentel.
Cleitinho citou problemas de infraestrutura, condições das estradas e dificuldades de acesso à saúde no interior. Também afirmou que pretende descentralizar serviços para evitar que moradores de diferentes regiões tenham que percorrer grandes distâncias até Belo Horizonte.
Patrus respondeu que não era advogado de Pimentel e sustentou que poderia responder por seus próprios atos e por sua trajetória como prefeito, ministro e parlamentar, e não pelas decisões tomadas por outro político.
A resposta procurou separar Patrus da administração estadual petista que terminou em 2018, enquanto os adversários tentavam justamente estabelecer essa associação.
“Sou de direita, mas vou governar para todos”
Nesse confronto com Patrus, Cleitinho também voltou a delimitar seu posicionamento político. Segundo o acompanhamento do Divinews, afirmou que é de direita, mas que, caso eleito, pretende governar para todos.
A declaração ganhou ainda mais sentido no confronto posterior com Flávio Roscoe. Na véspera do debate, Roscoe havia declarado ao Estado de Minas que se considerava o único candidato de direita na eleição estadual, classificando Cleitinho e Mateus como nomes mais próximos do centro.
Durante o debate, Cleitinho questionou diretamente Roscoe sobre essa classificação e lembrou que, segundo ele, o empresário não sustentava anteriormente a mesma opinião sobre sua posição ideológica.
A divergência não foi encerrada pela resposta de Roscoe, e Cleitinho aproveitou novamente a réplica para afirmar que se identifica com a direita, mas pretende administrar para eleitores de diferentes correntes políticas.
Bolsonaro apareceu menos que a disputa pela identidade da direita
Um aspecto observado pelo Divinews durante o debate foi que a disputa sobre quem representa a direita mineira apareceu com maior frequência do que referências diretas às candidaturas presidenciais desse campo.
Roscoe é o candidato do PL e conta com apoio político de Flávio Bolsonaro, enquanto Cleitinho também já manifestou apoio à candidatura presidencial do senador do PL. Ainda assim, no debate estadual, o foco permaneceu predominantemente sobre as próprias candidaturas mineiras, seus aliados e seus projetos.
Não houve, nos principais confrontos uma tentativa constante de ancorar os argumentos em Jair Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro.
Isso não significa ausência de vínculos políticos nacionais, mas mostra que, naquela noite, a disputa entre candidatos identificados com direita e centro-direita se concentrou principalmente na representação desse eleitorado em Minas.
Gabriel enquadra Patrus pela Escola Plural e pelas ausências
Outro confronto relevante ocorreu entre Gabriel Azevedo e Patrus Ananias. Gabriel questionou o petista sobre a Escola Plural, projeto educacional implantado durante a administração de Patrus em Belo Horizonte, e afirmou que as propostas apresentadas pelo adversário para educação não seriam factíveis.
O emedebista utilizou também sua experiência como professor para sustentar que conhece o funcionamento da área e sabe como pretende executar as medidas de seu programa.
Em seguida, cobrou Patrus pelas ausências em debates anteriores. Gabriel disse que o petista havia “fugido dos outros debates” e vinculou a ausência à rejeição enfrentada pelo PT entre parte do eleitorado mineiro. Patrus pediu direito de resposta.
O candidato do MDB foi além e afirmou que a chegada de Patrus ao segundo turno poderia beneficiar Cleitinho. Essa é uma avaliação eleitoral de Gabriel, e não uma previsão independente sobre o resultado.
Mateus também usou Patrus para falar em Cleitinho
Aqui aparece novamente uma característica da noite. Mesmo quando a pergunta não envolvia Cleitinho, seu nome retornava. Foi exatamente o que ocorreu no embate Mateus x Patrus: Simões criticou o PT, recuperou o governo Pimentel e terminou argumentando que o partido não deveria chegar ao segundo turno “com Cleitinho”.
É um dos episódios que ajudam a explicar por que o senador, líder dos levantamentos divulgados antes do debate, apareceu tanto nas intervenções dos adversários.
Kalil entra na segurança e cita a insatisfação dos policiais
Alexandre Kalil também discutiu segurança, dessa vez em confronto com Gabriel Azevedo. Gabriel perguntou sobre bloqueadores de sinal nos presídios. Kalil respondeu que o combate às facções deveria passar prioritariamente por fortalecimento das polícias e investigação, e citou problemas estruturais das forças de segurança.
Em determinado momento, Kalil também recuperou o argumento utilizado por Cleitinho contra Mateus, afirmando que, se a polícia não votaria no governador, também não deveria votar em quem apresentasse apenas promessas vazias. Gabriel insistiu no debate sobre o sistema prisional e acusou Kalil de não dominar suficientemente o tema.
Kalil e Roscoe divergem sobre transporte
Outro confronto colocou Alexandre Kalil e Flávio Roscoe frente a frente sobre transporte metropolitano. Roscoe defendeu integração do sistema, ampliação dos horários e melhoria da infraestrutura.
Kalil respondeu questionando a viabilidade econômica de manter ônibus circulando em horários com demanda menor e criticou políticas de subsídio a empresas. Roscoe argumentou que não defendia simplesmente colocar veículos vazios nas ruas, mas garantir transporte para trabalhadores com jornadas em horários diferentes do convencional.
O debate da Globo finalizou uma campanha marcada por ausências
A Globo conseguiu colocar no mesmo estúdio os seis nomes mais conhecidos da corrida estadual depois de uma campanha em que diferentes debates tiveram cadeiras vazias.
Cleitinho havia faltado a encontros, assim como Patrus, Kalil e Roscoe em diferentes ocasiões. Na Record, por exemplo, apenas Mateus Simões e Gabriel Azevedo participaram entre os principais convidados.
A própria ausência de adversários havia permitido que Simões usasse parte de encontros anteriores para dirigir perguntas e ataques a Cleitinho sem que o senador estivesse presente para responder. Na Globo, pela primeira vez nessa reta final, as acusações puderam ser respondidas diretamente. E isso mudou a dinâmica do confronto Mateus x Cleitinho.
Ataques aos aliados passaram a receber resposta imediata
Em debates anteriores, Mateus havia construído uma linha de ataque baseada não apenas no próprio Cleitinho, mas em quem estava ao redor dele. Luís Eduardo Falcão, Alex Diniz e Euclydes Pettersen passaram a ser mencionados como exemplos das “escolhas” políticas do senador.
A campanha de Simões levou essa estratégia também ao horário eleitoral, questionando quem assumiria a cadeira de Cleitinho no Senado e os vínculos políticos do republicano. Na Globo, porém, Cleitinho estava presente.
Isso permitiu ao senador tentar inverter o raciocínio: em vez de apenas defender os aliados, passou a questionar por que Mateus buscava sua aproximação até pouco tempo antes.
É nesse ponto que segurança pública, Alex Diniz, Euclydes Pettersen, aviões, encontros reservados e a frustrada tentativa de composição política acabaram fazendo parte de uma mesma discussão maior.
O pano de fundo continua sendo a disputa eleitoral medida pelas pesquisas
O confronto não ocorreu no vazio. A Quaest divulgada antes do debate registrou Cleitinho com 37% e Mateus com 6%. O Datafolha apresentou 40% e 5%, respectivamente. A RealTime Big Data registrou 38% e 8%.
A RealTime também testou diretamente os dois em um cenário hipotético de segundo turno: Cleitinho marcou 45% e Mateus 38%. Esses números representam as respostas dos entrevistados naquele levantamento e naquele período de campo, e não uma antecipação do resultado das urnas.
É nesse contexto que deve ser lida a declaração de Mateus de que o PT não poderia ir ao segundo turno com Cleitinho. Ela mostra que a campanha de Simões procura se colocar na disputa pela outra vaga, mas não autoriza concluir antecipadamente quem estará no segundo turno.
Confronto entre Cleitinho e Mateus atravessou a noite
Ao término do debate, o que pode ser constatado é que Cleitinho e Mateus protagonizaram um dos confrontos mais recorrentes da transmissão.
Houve a pergunta direta sobre segurança.
Houve discussão sobre emendas.
Houve referências aos profissionais das forças policiais.
Houve ataques aos aliados políticos.
Entraram Alex Diniz e Euclydes Pettersen.
Voltaram os questionamentos sobre aeronaves.
Cleitinho recuperou as conversas anteriores entre ele e Mateus.
Falou do encontro na residência e da tentativa, segundo sua versão, de convencê-lo a não disputar o governo.
Mateus, por sua vez, tentou deslocar o julgamento sobre Cleitinho também para as pessoas escolhidas pelo senador para compor seu entorno político.
E, paralelamente, Fernando Pimentel acabou sendo citado por Roscoe, Simões, Gabriel e Cleitinho em diferentes momentos, obrigando Patrus a responder mais de uma vez que sua candidatura deveria ser julgada por sua própria trajetória.
Não é necessário apontar um “vencedor” para identificar o que ocorreu: o último debate colocou frente a frente estratégias que já vinham se desenhando fora do estúdio e permitiu que acusações feitas ao longo das últimas semanas finalmente recebessem respostas diretas.
A decisão sobre qual argumento convenceu ou não pertence agora ao eleitor mineiro, que irá às urnas no próximo domingo, 4 de outubro.
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Matéria publicada a partir de apuração e orientação editorial do Divinews. IA foi utilizada como apoio na organização e estruturação do conteúdo, a partir de prompts definidos pela redação. O texto foi revisado e validado editorialmente antes da publicação.
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