Em um trecho durante sua participação no podcast Palanque Político, do Divinews, o candidato ao Governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), criticou duramente a gestão das empresas públicas federais e defendeu abertamente o encerramento das atividades dos Correios. Conforme declarou, se pudesse, daria fim a tradicional empresa de correspondências e logística do Brasil.
Questionado sobre a eficiência e o papel do Estado na administração de estatais, o ex-prefeito de Belo Horizonte não poupou palavras ao avaliar a situação financeira da empresa postal pública. Segundo Kalil, se a decisão estivesse sob sua alçada, a empresa já teria encerrado suas operações. “Se eu fosse o dono do Correios, ele já estava fechado há muito tempo. Porque ele está chupando o dinheiro do pedaço de carne que nós entregamos para o governo para nos devolver”, afirmou o candidato. Ao sustentar sua posição favorável ao fechamento do órgão federal, Kalil citou números sobre o impacto da estatal nos cofres públicos. “Eles estão entregando para o Correios, dá 14 bilhões de prejuízo por ano. Tem que ser fechado”, cravou.
Contraste com as estatais mineiras
Para reforçar sua tese de que o foco da administração pública deve ser a eficiência e a responsabilidade com o dinheiro do contribuinte, Kalil fez questão de diferenciar a situação dos Correios da realidade das empresas estaduais mineiras. O candidato destacou que companhias de Minas Gerais demonstram viabilidade financeira e rentabilidade, devendo ser preservadas e valorizadas. “A Copasa dá lucro, a Cemig dá lucro e a Codemge é um tesouro que a gente não sabe o preço. Então, chega de saquear o Estado”, concluiu o postulante ao Palácio da Liberdade.
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