Greve dos Correios chega ao fim e funcionários voltam ao trabalho nesta sexta

Trabalhadores retomam as atividades nesta sexta-feira (25) após decisão da Justiça; encomendas e correspondências acumuladas durante a paralisação ainda podem sofrer atrasos.

Publicado por: Cassia Misael

A greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim nesta sexta-feira (25), após 15 dias de paralisação. A categoria começou a retornar às atividades depois de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou o encerramento do movimento e definiu novas condições para os trabalhadores. A paralisação havia começado em 10 de setembro, depois que as negociações entre os Correios e as entidades representantes dos empregados terminaram sem acordo. O movimento afetou unidades e serviços da empresa em diferentes regiões do país.

Na quinta-feira (24), a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST julgou o caso e considerou a greve não abusiva. Mesmo assim, determinou o retorno dos trabalhadores às atividades a partir desta sexta-feira (25).

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Funcionários voltam ao trabalho

O retorno começou ainda na noite de quinta-feira em algumas localidades, após assembleias realizadas pelos trabalhadores. Em São Paulo, por exemplo, houve orientação para retomada das atividades a partir das 22h.

Com o fim da paralisação, os serviços dos Correios voltam a operar normalmente, mas a empresa ainda terá que lidar com os impactos provocados pelos dias de greve e com eventuais atrasos acumulados durante o período.

A retomada das atividades ocorre de forma nacional nesta sexta-feira, conforme a determinação judicial.

Trabalhadores terão reajuste de 4,09%

Entre as decisões tomadas pelo TST está a concessão de reajuste salarial de 4,09%, com efeito retroativo à data-base de 1º de agosto de 2026.

O percentual também repercute sobre as demais parcelas salariais previstas no acordo, conforme as condições definidas no julgamento.

A decisão manteve ainda parte das regras previstas no acordo coletivo da categoria.

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E os dias parados?

Uma das questões que interessam diretamente aos trabalhadores é o tratamento dos dias em que houve paralisação.

O TST autorizou a compensação dos dias parados, em vez de simplesmente determinar o desconto integral dos salários referentes ao período.

A compensação deverá ocorrer conforme as regras estabelecidas para o retorno das atividades, incluindo a possibilidade de realização de mutirões para recuperar parte do trabalho acumulado.

Greve foi considerada não abusiva

Apesar de determinar o retorno dos funcionários, o TST considerou que a paralisação não foi abusiva.

Isso significa que o tribunal reconheceu a legitimidade do movimento grevista dentro dos parâmetros analisados no processo, mas determinou o encerramento da paralisação diante da conclusão do julgamento do dissídio coletivo.

A decisão também estabeleceu a manutenção de cláusulas do acordo coletivo da categoria, dentro das condições definidas pelo tribunal.

O que muda para quem espera encomenda?

Para os clientes, o principal efeito é a retomada das atividades dos Correios.

Com os trabalhadores de volta aos postos, o processamento de encomendas, cartas e demais serviços tende a ser normalizado. No entanto, objetos que ficaram represados durante os 15 dias de greve podem levar algum tempo para voltar ao fluxo habitual.

Por isso, mesmo com o fim da paralisação, clientes que aguardam encomendas devem considerar a possibilidade de atrasos na entrega enquanto a empresa regulariza o volume acumulado.

A retomada das operações não significa necessariamente que todas as encomendas afetadas pela greve serão entregues imediatamente.

Mudanças também envolvem plano de saúde

O julgamento do dissídio também tratou de questões relacionadas ao plano de saúde dos empregados.

Entre as condições definidas está uma mudança na forma de participação dos Correios no benefício de assistência à saúde. A empresa deixa de atuar como mantenedora do plano e passa a oferecer subsídio ao benefício, cuja adesão é facultativa, conforme as regras estabelecidas na decisão.

Greve durou 15 dias

A paralisação começou em 10 de setembro e chegou ao fim após o julgamento do dissídio coletivo pelo TST.

Com a decisão, os trabalhadores retomam as atividades nesta sexta-feira (25), enquanto os Correios passam a trabalhar na recomposição dos serviços afetados durante o período de greve.

O fim da paralisação encerra a disputa judicial sobre o movimento, mas os efeitos do período de paralisação ainda podem ser percebidos pelos clientes nos próximos dias, especialmente no fluxo de encomendas e correspondências.

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