Divinópolis apresenta resultados expressivos na cobertura vacinal infantil em 2026, com diferentes imunizantes atingindo ou ultrapassando as metas estabelecidas para a população infantil. Os melhores índices aparecem entre crianças menores de 2 anos, resultado atribuído pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) a um conjunto de estratégias que aproximam a vacinação das famílias e ampliam o acompanhamento das cadernetas.
Os indicadores divulgados pela Prefeitura mostram cobertura de 108,82% para a BCG e de 106,22% para a hepatite B ao nascer. A pentavalente chegou a 101,16%, enquanto a vacina contra o rotavírus registrou 102,75%. Os números indicam que o município alcançou patamares superiores às metas previstas para esses imunizantes, entre as vacinas aplicadas a partir de 1 ano de idade, a primeira dose da tríplice viral alcançou 111,79%. A cobertura da hepatite A infantil ficou em 98,34%, enquanto o primeiro reforço da DTP chegou a 96,75%. Também foram registrados percentuais acima de 100% no primeiro reforço da pneumocócica conjugada, com 106,36%, no primeiro reforço da meningocócica conjugada, com 110,05%, e na vacina contra a varicela, que chegou a 101,23%. Já o primeiro reforço contra a poliomielite alcançou 95,59%.
Como a cobertura pode ultrapassar 100%
Os percentuais superiores a 100% não significam que crianças tenham recebido doses além daquelas recomendadas pelo calendário de vacinação. A cobertura vacinal é calculada a partir da relação entre o número de doses aplicadas e a população estimada para determinada faixa etária. Por isso, diferenças entre a população estimada e o número efetivamente atendido podem fazer com que o indicador ultrapasse a marca de 100%. O percentual, portanto, deve ser interpretado como um indicador de cobertura da população-alvo, e não como uma contagem individual de doses recebidas por cada criança.
Busca ativa aproxima vacinação das famílias
Um dos mecanismos utilizados pela Semusa para manter os índices elevados é a busca ativa vacinal, realizada de maneira contínua pelas equipes de saúde. A estratégia permite identificar crianças que apresentam doses atrasadas ou esquemas vacinais incompletos e, a partir dessas informações, orientar os pais e responsáveis sobre a necessidade de atualização da caderneta.
A vacinação pela BAV também pode ser realizada no domicílio, caso essa seja a vontade dos pais ou responsáveis. A possibilidade amplia as alternativas para que as crianças com alguma dose pendente possam receber o atendimento sem que a família precise necessariamente se deslocar até uma unidade de saúde.
Nesse processo, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) desempenham uma função importante. Como atuam diretamente nos territórios e mantêm contato frequente com as famílias, esses profissionais ajudam a identificar situações de atraso vacinal, orientam pais e responsáveis e reforçam a importância da manutenção da caderneta atualizada.
Vacinação também chega às escolas e outros espaços
A estratégia de ampliar a cobertura não se limita ao atendimento realizado dentro das unidades de saúde. As equipes também desenvolvem ações junto à comunidade escolar, aproximando os serviços de saúde das escolas e instituições de ensino. A atuação nesses espaços permite verificar a situação vacinal das crianças, orientar as famílias e identificar aqueles que precisam atualizar alguma dose. A iniciativa contribui para alcançar públicos que, por diferentes motivos, podem não procurar espontaneamente os serviços de vacinação, outra frente de trabalho é a utilização do Vacimóvel e da equipe itinerante, que levam a vacinação para diferentes pontos de Divinópolis.
As ações podem ocorrer em regiões do município, áreas de difícil acesso, espaços comerciais, indústrias e iniciativas sociais, a estratégia amplia a presença da vacinação no cotidiano da população e reduz barreiras relacionadas ao deslocamento até uma unidade de saúde. Com diferentes frentes de atendimento, a rede municipal busca manter o acompanhamento das crianças e evitar que doses previstas no calendário deixem de ser aplicadas.
Manter a caderneta atualizada continua sendo essencial
Apesar dos resultados alcançados em 2026, a Semusa reforça que a vacinação infantil exige acompanhamento permanente. Pais e responsáveis devem observar regularmente a caderneta das crianças e procurar uma unidade de saúde sempre que houver uma dose prevista ou em atraso, a manutenção da vacinação em dia contribui para prevenir doenças imunopreveníveis, reduzir o risco de surtos e ampliar a proteção coletiva. Além da proteção individual de cada criança, uma cobertura elevada ajuda a diminuir a circulação de agentes infecciosos na comunidade, especialmente entre pessoas que não podem ser vacinadas ou que apresentam resposta imunológica insuficiente.
Em Divinópolis, o trabalho envolve diferentes profissionais e estratégias, desde o acompanhamento realizado pelos agentes nos bairros até as ações em escolas, o atendimento domiciliar e a vacinação itinerante. O objetivo é manter a imunização próxima das famílias e evitar que dificuldades de acesso resultem em crianças com o calendário vacinal incompleto.
Proteção que depende da participação das famílias
Os números registrados pelo município refletem o alcance das ações da rede de saúde, mas a atualização das cadernetas depende também da participação dos pais e responsáveis. A orientação é conferir regularmente as vacinas indicadas para cada faixa etária e buscar atendimento sempre que houver dúvida sobre alguma dose. A combinação entre acompanhamento das equipes, busca ativa e participação das famílias permite manter a vacinação como uma das principais ferramentas de prevenção em saúde pública e preservar os avanços obtidos na proteção das crianças de Divinópolis.






