Cineasta de Divinópolis leva filmes sobre saúde mental para sessão especial em Belo Horizonte

Cineasta divinopolitano exibe dois curtas sobre saúde mental em Belo Horizonte, incluindo “SUS/pirou”, premiado em festivais internacionais.

Publicado por: Cassia Misael

O cinema produzido em Divinópolis ganha espaço mais uma vez na programação cultural de Belo Horizonte, desta vez com uma sessão especial dedicada à saúde mental e à trajetória de um dos cineastas que vêm construindo sua carreira a partir da produção independente em Minas Gerais. No dia 3 de setembro, às 19h, o Cine Santa Tereza recebe a exibição dos curtas-metragens “DENTRO” (2018) e “SUS/pirou” (2026), ambos dirigidos pelo cineasta e produtor audiovisual divinopolitano Alisson Resende.  A entrada será gratuita e, depois da sessão, o público terá a oportunidade de participar de um bate-papo com o diretor e integrantes da equipe. Dessa forma, a programação não se limita à exibição dos filmes, mas também cria um espaço para conversar sobre cinema independente, processo criativo e as diferentes maneiras de representar conflitos psicológicos e questões relacionadas à saúde mental na tela.

A escolha dos dois curtas também torna a sessão especialmente significativa para a trajetória de Alisson. Afinal, “DENTRO” representa o início da trilogia idealizada pelo cineasta, enquanto “SUS/pirou” é sua produção mais recente. Entre os dois filmes estão oito anos de diferença e uma década de dedicação ao cinema independente, período em que o diretor acumulou produções, seleções e premiações em festivais nacionais e internacionais.

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Assim, a exibição no Cine Santa Tereza coloca lado a lado dois momentos importantes de uma carreira construída em Minas Gerais e que vem conquistando reconhecimento também fora do estado e do país.

Alisson Resende: dez anos de cinema independente

Natural de Divinópolis, Alisson Resende completa dez anos de trajetória dedicada ao cinema independente. Ao longo desse período, dirigiu oito filmes e consolidou uma produção marcada pela exploração de histórias humanas por meio da linguagem cinematográfica.

Entre seus trabalhos estão “DENTRO”, “TEMPO”, “A NOSSA HISTÓRIA DE AMOR” e “SUS/pirou”, obras que representam diferentes momentos de sua carreira e que também alcançaram circuitos de festivais.

A trajetória do diretor já havia conquistado reconhecimento com outros trabalhos. Em 2024, por exemplo, “DENTRO” recebeu o prêmio Honra ao Mérito de Minas Gerais no Festival OFFCINE, realizado em Varginha. Na ocasião, a própria Secretaria Municipal de Cultura de Divinópolis destacou o reconhecimento alcançado pelo filme, produzido na cidade e lançado em 2018.

Outro trabalho do cineasta, “A Nossa História de Amor”, também conquistou reconhecimento internacional, incluindo premiações em festivais de Nova York e Hollywood.

Esse percurso ajuda a dimensionar a importância da nova sessão no Cine Santa Tereza. O que chega à capital mineira não é apenas uma produção recente, mas parte de uma filmografia construída ao longo de uma década por um profissional que mantém sua atuação ligada ao cinema independente.

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“DENTRO” marcou o início da trilogia

Lançado em 2018, “DENTRO” ocupa uma posição especial na carreira de Alisson Resende. O curta foi produzido em Divinópolis e é o primeiro filme da trilogia idealizada pelo cineasta.

A produção utiliza o suspense psicológico para abordar a depressão. A história acompanha uma personagem mergulhada em um estado de escuridão e desespero, utilizando os elementos do gênero para tratar de uma questão relacionada à saúde mental.

O filme recebeu o Honra ao Mérito de Minas Gerais no Festival OFFCINE, em 2024, e também foi selecionado para festivais na Índia e na Nigéria.

A premiação reforçou o alcance de uma obra produzida de forma independente e que nasceu em Divinópolis. Além disso, o reconhecimento obtido anos depois do lançamento demonstra a permanência do filme na trajetória do diretor e no circuito de festivais.

O trabalho também estabelece uma conexão direta com “SUS/pirou”. Os dois filmes partem do suspense psicológico para explorar experiências humanas relacionadas ao sofrimento, ao medo e aos conflitos internos.

“SUS/pirou” leva a temática para uma nova produção

O mais recente filme de Alisson, “SUS/pirou”, amplia essa trajetória e retoma a trilogia iniciada justamente com “DENTRO”.

O curta apresenta uma narrativa marcada pelo isolamento, pelo medo e pela instabilidade emocional. A protagonista é Cecília, interpretada pela atriz divinopolitana Rita Matiusso, uma mulher solitária que vive em uma casa de fazenda afastada da cidade.

As gravações foram realizadas na histórica Fazenda Bom Retiro, em Oliveira (MG). Nesse ambiente de isolamento, acontecimentos inexplicáveis começam a transformar a rotina da personagem e conduzem a narrativa para um processo crescente de desespero e instabilidade emocional.

A escolha do cenário contribui para a atmosfera proposta pelo suspense e coloca a personagem em uma situação de afastamento, na qual os acontecimentos passam a interferir diretamente em sua percepção e em seu estado emocional.

Dessa maneira, “SUS/pirou” mantém uma característica que já aparecia em “DENTRO”: o uso do suspense não apenas para provocar tensão, mas também para abordar questões humanas e psicológicas.

Novo filme já acumula reconhecimento internacional

Mesmo sendo uma produção recente, “SUS/pirou” já começou a construir uma trajetória em festivais internacionais.

O curta recebeu Menção Honrosa de Melhor Filme de Baixo Orçamento no Absurd Film Festival, na Itália, além de conquistar Menção Honrosa de Melhor Filme Americano no Reale Film Festival.

Os reconhecimentos acrescentam mais um capítulo à trajetória internacional de Alisson Resende e reforçam a circulação de uma produção realizada de forma independente em Minas Gerais.

A conquista também dialoga diretamente com a proposta da sessão no Cine Santa Tereza: apresentar ao público de Belo Horizonte uma produção mineira independente que utiliza o cinema para abordar temas relacionados à saúde mental.

Após a premiação de “SUS/pirou” na Itália, Alisson destacou a capacidade do cinema independente brasileiro de estabelecer conexões com diferentes públicos.

“O cinema independente brasileiro tem uma enorme capacidade de emocionar, provocar reflexões e dialogar com públicos de diferentes culturas.”

Dois filmes, duas fases de uma mesma trajetória

A exibição conjunta de “DENTRO” e “SUS/pirou” permite ao público observar uma espécie de encontro entre o início e o momento atual da trajetória cinematográfica de Alisson Resende.

De um lado está “DENTRO”, produção de 2018 que nasceu em Divinópolis, aborda a depressão e abriu a trilogia. Do outro, “SUS/pirou”, filme de 2026 que retoma o suspense psicológico e apresenta uma nova história relacionada ao isolamento, ao medo e à instabilidade emocional.

Embora realizados em momentos diferentes, os dois trabalhos estão conectados pelo interesse do diretor em explorar conflitos psicológicos e questões humanas por meio do suspense.

É justamente essa continuidade que dá relevância à sessão no Cine Santa Tereza. O público poderá conhecer não apenas dois curtas, mas também perceber parte do percurso de um cineasta que vem desenvolvendo sua linguagem ao longo de dez anos.

Cinema independente que parte de Divinópolis

A trajetória de Alisson também evidencia a presença da produção audiovisual do interior de Minas Gerais em circuitos mais amplos.

Ao longo de uma década, o cineasta produziu e dirigiu oito filmes, participou de festivais e recebeu reconhecimentos por diferentes trabalhos. O percurso inclui produções realizadas em Divinópolis e outras cidades mineiras, além da circulação das obras em festivais nacionais e internacionais.

O próprio histórico do diretor demonstra essa continuidade. Em 2022, por exemplo, a Prefeitura de Divinópolis registrou o lançamento de “Tempo”, então o sexto curta-metragem de Alisson, destacando que a produção era independente e havia sido escrita, produzida e dirigida pelo cineasta.

Em 2024, “DENTRO” voltou a receber reconhecimento, enquanto “A Nossa História de Amor” também alcançou premiações internacionais.

Agora, com “SUS/pirou”, o diretor chega a mais uma etapa de sua carreira, levando para outras telas uma produção que mantém a marca do suspense psicológico e amplia o diálogo sobre saúde mental.

Cine Santa Tereza abre espaço para a produção independente

A escolha do Cine Santa Tereza acrescenta importância à sessão. O equipamento cultural da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte mantém programação voltada ao acesso público ao cinema e ao audiovisual, com sessões gratuitas e atividades relacionadas à produção cinematográfica.

É nesse espaço que o público poderá acompanhar os dois trabalhos de Alisson Resende e, depois da exibição, conversar diretamente com o diretor e integrantes da equipe.

A sessão, portanto, reúne três elementos da trajetória do cineasta: a produção independente, a valorização do cinema mineiro e a discussão sobre saúde mental por meio da arte.

Para Alisson, também representa a oportunidade de apresentar na capital mineira dois filmes que ajudam a contar sua própria história no cinema.

De “DENTRO”, lançado em 2018 e reconhecido em festivais, a “SUS/pirou”, produção de 2026 que já recebeu menções honrosas internacionais, a trajetória revela a continuidade de um trabalho desenvolvido ao longo de dez anos.

E é justamente essa trajetória que chega ao Cine Santa Tereza em setembro.

Serviço

Sessão especial – “DENTRO” + “SUS/pirou”

Data: 3 de setembro de 2026
Horário: 19h
Local: Cine Santa Tereza – Belo Horizonte (MG)
Endereço: Rua Estrela do Sul, nº 89, bairro Santa Tereza
Entrada: gratuita
Bate-papo: após a exibição, com Alisson Resende e integrantes da equipe
Ingressos: disponíveis pelo Sympla ou na bilheteria do Cine Santa Tereza, conforme disponibilidade.

Sobre Alisson Resende

Alisson Resende é cineasta e produtor audiovisual de Divinópolis (MG). Em dez anos de carreira dedicada ao cinema independente, dirigiu oito filmes e acumulou premiações e seleções em festivais nacionais e internacionais.

Entre seus trabalhos estão “DENTRO”, “TEMPO”, “A NOSSA HISTÓRIA DE AMOR” e “SUS/pirou”.

Sua trajetória é marcada pelo uso do cinema, especialmente do suspense psicológico, para explorar questões humanas e conflitos emocionais, levando uma produção construída em Minas Gerais para diferentes públicos e espaços de exibição.

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