A tragédia que matou dez pessoas após o tombamento de um ônibus na BR-040, em Petrópolis, ganhou novos detalhes nesta segunda-feira (17). Entre as vítimas estão uma jovem de 19 anos, que estava grávida de quatro meses, e uma menina de apenas sete anos. Além disso, todas as dez pessoas que morreram eram mulheres. O ônibus havia saído da Região Metropolitana de Belo Horizonte com destino a Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Durante a madrugada de domingo (16), porém, o veículo tombou na descida da Serra de Petrópolis. Ao todo, 56 pessoas viajavam no coletivo, incluindo passageiros, motorista e dois ajudantes.
Oito vítimas já foram identificadas
Entre as mulheres que perderam a vida estão:
- Alessandra Pereira, de 34 anos;
- Dayanna de Lima Viana, de 36 anos;
- Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos;
- Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, grávida;
- Keyla Perucci da Silva, de 35 anos;
- Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7 anos;
- Luciana Ferreira Cavalho, de 53 anos;
- Priscilla de Souza Braz, de 33 anos.
As autoridades ainda trabalham para confirmar a identidade das outras duas vítimas. Enquanto isso, os procedimentos periciais seguem para concluir a identificação e permitir que as famílias realizem as despedidas.
Nove corpos seguiram para o Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis. Já a décima vítima chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente. Por isso, a equipe encaminhou o corpo ao PRPTC de Nova Iguaçu.
Jovem grávida estava com o marido durante a viagem
Entre as vítimas, a história de Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, chama atenção pela dimensão da perda. Grávida de quatro meses, ela viajava com o marido, Gabriel Bernardes. Gabriel sobreviveu ao acidente com ferimentos leves. No entanto, segundo o próprio relato, ele percebeu que o ônibus seguia em alta velocidade durante a descida da serra e sentiu medo antes do tombamento.
De acordo com o sobrevivente, algumas passageiras chegaram a pedir que o motorista reduzisse a velocidade. Pouco depois, porém, o motorista teria perdido o controle do veículo.
O relato agora integra as informações que a Polícia Civil analisa para reconstruir os momentos anteriores ao acidente. Até o momento, entretanto, a investigação ainda não apontou oficialmente a causa do tombamento.Além de perder a esposa, Gabriel também perdeu o bebê. No domingo, ele permaneceu no posto de atendimento técnico-científico de Petrópolis enquanto aguardava os procedimentos para liberar o corpo de Ketelyn. A situação também mobilizou amigos e familiares. Diego Andrade, amigo de Gabriel, relatou preocupação com os custos e com o transporte do corpo da jovem de volta para Minas Gerais.
Criança de 7 anos está entre as vítimas
A tragédia também tirou a vida de Lavinia Eduarda Souza Dias, de apenas sete anos.
A criança estava entre os passageiros que deixaram Minas Gerais com destino ao Rio de Janeiro. A confirmação de que todas as dez vítimas eram mulheres tornou o episódio ainda mais doloroso, principalmente pela presença de uma criança e de uma jovem grávida entre as vítimas.
Ônibus levava 56 pessoas para o Rio
O acidente ocorreu por volta das 4h30 de domingo (16), no km 91 da BR-040, na descida da Serra de Petrópolis.O coletivo seguia da Região Metropolitana de Belo Horizonte para Copacabana quando tombou. Naquele momento, o trecho da rodovia passava por obras.
Logo após o acidente, equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Rodoviária Federal e da concessionária responsável pela rodovia iniciaram o atendimento. Como consequência do tombamento, a rodovia ficou interditada por cerca de quatro horas durante a madrugada e parte da manhã. O motorista também sofreu ferimentos e apresentou fraturas nas duas pernas.
Dezenas de passageiros ficaram feridos
Além das dez mortes, o acidente deixou dezenas de pessoas feridas. O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, recebeu nove pacientes envolvidos na ocorrência e iniciou o atendimento conforme os protocolos médicos.
Ao longo do domingo, parte dos passageiros recebeu alta. Paralelamente, a empresa informou que disponibilizaria outro ônibus para transportar os sobreviventes de volta à Região Metropolitana de Belo Horizonte, assim que os médicos liberassem os passageiros.
Dessa forma, enquanto as equipes médicas cuidavam dos feridos, familiares buscavam informações e aguardavam a liberação dos corpos.
Investigação tenta descobrir o que provocou o tombamento
Até agora, a Polícia Civil ainda não definiu a causa do acidente. A investigação ocorre na 105ª Delegacia de Polícia de Petrópolis. Os investigadores realizam diligências e acompanham os exames periciais para reconstruir a dinâmica do tombamento. Além disso, a perícia no local deve ajudar a esclarecer as condições da rodovia, o comportamento do veículo e os acontecimentos que antecederam a saída de controle. O trecho onde ocorreu o acidente passava por obras. A concessionária responsável pela rodovia afirmou que mantinha a área sinalizada e que havia informado previamente os motoristas sobre a intervenção.






