Política mineira de ponta-cabeça: Charlles Evangelista, anunciado vice de Roscoe (PL) há dois dias, desiste e reabre o tabuleiro eleitoral

A desistência de Charlles Evangelista da vaga de vice-governador na chapa de Flávio Roscoe reacendeu especulações sobre novas composições envolvendo PL, Republicanos, Cleitinho, Vittorio Medioli, Falcão, Marcelo Aro e Euclydes Pettersen. A poucos dias do registro definitivo das candidaturas, os bastidores vivem um cenário de incertezas sem precedentes na política mineira.

Publicado por: Redação

A política mineira parece ter rompido qualquer padrão conhecido. Se antes o ditado dizia que “política é como nuvem”, agora a impressão é de que ela muda “na velocidade da luz”. Em menos de duas semanas, candidaturas foram anunciadas, revistas, descartadas e novamente recolocadas sobre a mesa. Nesta segunda-feira (10), mais um capítulo foi escrito: o ex-deputado federal Charlles Evangelista (PL) desistiu da candidatura a vice-governador na chapa de Flávio Roscoe e decidiu permanecer na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. O movimento, longe de encerrar o assunto, reabriu todas as possibilidades.

Roscoe terá outro vice ou o PL mudará toda a estratégia?

A saída de Charlles gera uma dúvida imediata: o PL simplesmente indicará outro vice para Flávio Roscoe ou voltará a discutir toda a estratégia para o Governo de Minas? Nos bastidores, diferentes hipóteses continuam sendo ventiladas. Entre elas, uma eventual composição com o Republicanos caso a candidatura de Cleitinho seja confirmada até o prazo final para registro.

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Até o momento, porém, não existe anúncio oficial de que Roscoe aceitará compor como vice de Cleitinho. Pelo contrário, em declarações anteriores, Roscoe afirmou que colocou seu nome à disposição para disputar o Governo de Minas, e não a vice-governadoria.

Medioli volta ao radar?

Outra possibilidade frequentemente citada nos bastidores envolve o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli. Seu nome já apareceu diversas vezes como alternativa do PL ao Governo de Minas e também como possível integrante de uma composição mais ampla. Reportagens anteriores mostraram que Medioli foi tratado pelo partido como uma das opções caso não houvesse definição de Cleitinho. Até o momento, entretanto, não há confirmação de que essa hipótese esteja em negociação.

E Falcão?

Outro nome que permanece no centro das conversas é o do ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, inicialmente apontado como o vice preferido de Cleitinho. Caso o senador confirme sua candidatura, permanece a dúvida se Falcão continuará ocupando esse espaço ou se haverá uma nova composição entre Republicanos e PL. Nos bastidores, também circulam avaliações de que Falcão poderia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, embora nenhuma definição oficial tenha sido anunciada.

E Gleidson?

Qualquer mudança envolvendo Falcão inevitavelmente provoca outra discussão. O ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo já trabalha sua candidatura à Câmara dos Deputados. Nos bastidores também surgiram especulações sobre uma eventual candidatura ao Senado, mas pessoas próximas afirmam que essa hipótese não seria, neste momento, a preferência do próprio ex-prefeito. Caso diferentes nomes da mesma base política disputem vagas semelhantes, caberá às lideranças encontrar um arranjo eleitoral que preserve o capital político do grupo. Mas uma coisa intriga, por que razão Gleidson deixou a peregrinação de Itaúna para Divinópolis e foi de avião para Brasilia? Só para ouvir um sim para o irmão dele, o Cleitinho?

Onde entra Euclydes Pettersen? E Marcelo Aro?

Outra incógnita envolve o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, que continua sendo um dos principais articuladores das negociações partidárias, e dizem os bastidores precisa continuar com sua imunidade parlamentar.  Ao mesmo tempo, o nome de Marcelo Aro permanece presente em diferentes cenários políticos, relacionado ao Senado,  e já esteve super cotado para o Governo de Minas, mas caiu em desgraça com Mateus Simões e com Zema. Porém, dependendo das composições discutidas entre os partidos pode voltar ao páreo.

Convenção termina… mas as negociações continuam

Talvez a maior contradição percebida por dirigentes e observadores esteja no próprio calendário eleitoral. As convenções partidárias já foram encerradas, mas a legislação ainda permite que as chapas sejam ajustadas até o prazo final para registro das candidaturas, marcado para 15 de agosto. Na prática, isso faz com que muitas decisões políticas continuem sendo tomadas após o encerramento formal das convenções, mantendo partidos, candidatos, imprensa e eleitores em permanente expectativa.

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Sábado às 23h59min deve colocar um ponto final, ou quase

Se nenhuma nova reviravolta ocorrer, o próximo sábado, último dia para o registro das candidaturas, deverá trazer maior clareza sobre quem efetivamente disputará cada cargo. Até lá, porém, permanece a sensação predominante nos bastidores: em Minas Gerais, cada mergulho continua sendo um flash.

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