PL escolhe Pablo Gontijo Resende, filho de Domingos Sávio, como seu suplente ao Senado

Pablo Gontijo Resende passa a integrar a composição da candidatura do deputado federal, que foi lançado pelo PL para disputar uma das duas vagas de Minas no Senado

Publicado por: Redação

A disputa pelo Senado em Minas Gerais começa a revelar não apenas os nomes que estarão nas urnas em 2026, mas também as estratégias adotadas pelos candidatos para montar suas chapas. Entre os movimentos que chamam atenção está a decisão do deputado federal Domingos Sávio (PL) de indicar seu  filho, Pablo Gontijo Resende, para ocupar a primeira suplência de sua candidatura ao Senado.

Domingos Sávio foi lançado pelo PL de Minas para disputar uma das duas vagas que estarão em jogo no Estado nas eleições deste ano. Com a definição de Pablo para a suplência, o parlamentar passa a levar para a composição eleitoral um integrante direto da família, em uma posição que, embora não seja de titular, possui relevância dentro da estrutura da candidatura.

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A escolha acontece em um momento de intensa movimentação partidária em Minas Gerais. A eleição de 2026 terá duas vagas para o Senado, o que deve provocar uma disputa pulverizada entre diferentes grupos políticos. Ao mesmo tempo, partidos ainda negociam alianças e tentam definir quais nomes terão condições de concentrar votos suficientes para chegar ao Congresso.

Quem é Pablo Gontijo Resende

Pablo Gontijo Resende é filho de Domingos Sávio e já teve o nome associado à trajetória política e profissional do pai. Além da relação familiar com o deputado, Pablo possui atuação empresarial e aparece em registros públicos como integrante do quadro societário de empresas. Entre elas está a Florada Representações Ltda., constituída em 2024, que também tem Domingos Sávio entre os sócios.

O nome de Pablo também já apareceu anteriormente em episódios relacionados à atuação profissional de pessoas ligadas a políticos mineiros. Em 2017, ele foi citado em reportagem do jornal O Globo sobre contratações em Furnas. Na época, a publicação relacionou o nome de Pablo ao fato de ele ser filho do então deputado federal Domingos Sávio.

A indicação para a suplência, portanto, não representa a primeira vez que Pablo aparece associado à trajetória pública do pai. Agora, porém, a relação ganha uma dimensão eleitoral mais direta, já que ele passa a integrar oficialmente a chapa que disputará uma das vagas destinadas a Minas Gerais no Senado.

O que faz um suplente de senador?

Apesar de não disputar uma vaga titular separadamente, o suplente tem uma função importante na eleição para o Senado. Cada candidato ao Senado apresenta uma chapa composta pelo titular e dois suplentes. O eleitor vota no candidato titular, e os suplentes integram a mesma composição. Caso o senador eleito deixe definitivamente o cargo, o primeiro suplente poderá assumir o mandato, conforme a situação e as regras previstas pela legislação. Isso pode ocorrer, por exemplo, em casos de renúncia, morte ou outras situações de vacância.

Por esse motivo, a escolha dos suplentes costuma ser considerada uma decisão estratégica dentro das campanhas. Em muitos casos, os partidos procuram nomes com capacidade de articulação política, representatividade regional ou vínculos com determinados grupos. Também é comum que suplentes sejam escolhidos para fortalecer alianças entre partidos e lideranças. No caso de Domingos Sávio, a decisão segue outro caminho: o parlamentar optou por colocar o próprio filho na composição.

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Domingos Sávio mira uma das duas vagas de Minas

A candidatura ao Senado representa uma nova etapa na carreira política de Domingos Sávio. O parlamentar possui uma trajetória construída em diferentes cargos públicos. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, passou pela política municipal e estadual. Já exerceu funções como vereador, presidente da Câmara Municipal, prefeito e deputado estadual.

Na Câmara Federal, consolidou uma carreira de vários mandatos e passou a ocupar espaço dentro do campo político de centro-direita em Minas Gerais. Agora, aos 70 anos, Domingos Sávio tenta transferir essa experiência para uma disputa majoritária.

A eleição para o Senado é diferente da disputa para deputado. Enquanto deputados precisam formar uma votação individual suficiente dentro do sistema proporcional, o Senado é decidido pelo voto majoritário. Em 2026, cada eleitor mineiro poderá votar em dois candidatos ao Senado, já que duas cadeiras estarão disponíveis. Isso faz com que a construção da chapa e das alianças seja fundamental.

Uma disputa que ainda está em formação

A escolha de Domingos Sávio pelo Senado ocorre em meio a um cenário ainda aberto na política mineira. Os partidos de direita, centro e esquerda trabalham para montar suas chapas e definir quais candidaturas terão prioridade. Além da disputa pelo Senado, as articulações estão diretamente relacionadas à corrida pelo Governo de Minas e à eleição presidencial.

No campo da direita, a definição das candidaturas tem sido marcada por mudanças e negociações. O PL, por exemplo, oficializou Domingos Sávio para o Senado, mas ainda enfrentava indefinições em relação à candidatura ao Governo de Minas.

O cenário também é influenciado pela movimentação de outros nomes que avaliam disputar o Senado e pelo posicionamento das principais lideranças políticas do Estado. Com duas vagas disponíveis, a tendência é de uma eleição com vários candidatos competitivos.

Por que a escolha do suplente importa?

Embora a atenção do eleitor normalmente esteja concentrada no candidato titular, a suplência pode ter peso político considerável. O senador eleito terá um mandato de oito anos. Por isso, o suplente escolhido pode, em determinadas circunstâncias, chegar a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional durante esse período. A escolha também revela como o candidato pretende estruturar sua campanha.

No caso de Domingos Sávio, a opção pelo filho evita a necessidade de negociar a suplência com outra liderança política ou partido. Ao mesmo tempo, mantém dentro do núcleo familiar uma posição diretamente ligada à candidatura ao Senado. Politicamente, isso significa que a família Resende passa a estar presente nos dois níveis da chapa: Domingos Sávio como candidato titular e Pablo Gontijo Resende como suplente.

O fator familiar na política mineira

A presença de familiares em chapas eleitorais não é uma novidade na política brasileira. Filhos, cônjuges e outros parentes de políticos frequentemente aparecem como candidatos, suplentes ou integrantes de estruturas partidárias. Essas escolhas podem representar continuidade de grupos políticos, transferência de capital eleitoral e manutenção de espaços conquistados ao longo de gerações.

Por outro lado, também costumam provocar questionamentos sobre renovação política, concentração de poder e oportunidades para novos nomes. No caso de Domingos Sávio, a indicação do filho coloca novamente esse debate em evidência justamente em uma eleição que promete ser marcada pela disputa entre grupos tradicionais e novas lideranças.

O que está em jogo em 2026

Minas Gerais terá uma das eleições mais importantes dos últimos anos. Além da escolha do presidente da República e do governador, os eleitores mineiros escolherão dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Para o Senado, a disputa deverá reunir nomes com diferentes perfis e trajetórias políticas. A quantidade de candidaturas ainda pode mudar até a consolidação definitiva das chapas e o registro das candidaturas. Nesse cenário, cada grupo político tenta montar uma composição capaz de ampliar sua força eleitoral.

Domingos Sávio já definiu sua posição: será candidato ao Senado pelo PL e terá o filho, Pablo Gontijo Resende, como suplente. A resposta será dada pelas urnas, mas a composição da chapa já deixa claro que o parlamentar pretende disputar a eleição levando para o projeto político não apenas sua experiência, mas também a continuidade familiar.

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