O Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou sua chapa própria para a disputa das eleições de 2026 em Minas Gerais. Em convenção partidária realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último dia 25, a legenda homologou a candidatura do professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG – Divinópolis) e ex-presidente da Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG), Túlio Lopes, ao Governo de Minas, tendo Warlen Nunes como candidato a vice-governador. O partido também confirmou três candidaturas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Antes da convenção, o PCB promoveu um seminário programático no Sindicato dos Trabalhadores Ativos e Aposentados em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Agentes Autônomos (SINTAPPI-MG), onde apresentou e debateu o programa partidário para as eleições, além de análises sobre os cenários político, econômico e social em Minas Gerais, no Brasil e no exterior.
Discurso defende candidatura própria e alternativa de esquerda
Após a homologação da chapa por aclamação, Túlio Lopes fez um discurso em que defendeu a tradição histórica do PCB e a apresentação de um projeto próprio para Minas Gerais. O candidato afirmou que a legenda pretende construir uma alternativa de esquerda voltada aos trabalhadores e aos movimentos populares.
Durante a manifestação, o professor criticou políticas econômicas adotadas pelos sucessivos governos mineiros e também direcionou críticas ao governo estadual de Romeu Zema e Mateus Simões, defendendo o fortalecimento dos serviços públicos e das empresas estatais. Também afirmou que o PCB não pretende compor alianças com partidos que integraram a base de apoio ao atual governo mineiro.
Trajetória acadêmica e sindical
Natural de Belo Horizonte e atualmente residente em Divinópolis, Túlio Lopes é professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Presidiu a Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG), integra o Comitê Central do PCB e atualmente exerce a presidência estadual da legenda em Minas Gerais.
O candidato já disputou o Governo de Minas em 2014 e concorreu ao Senado Federal em 2018. Segundo o partido, sua candidatura nasce da atuação junto aos docentes da UEMG, dos servidores públicos estaduais e dos movimentos sindicais, estudantis, ambientais e populares.
Vice-governador
A convenção também oficializou o nome de Warlen Nunes como candidato a vice-governador. Graduado em Filosofia pela PUC Minas, mestre e doutorando pela UFMG, Warlen integra o Comitê Central e o Comitê Estadual do PCB. Sua trajetória política está ligada ao movimento estudantil, à União da Juventude Comunista (UJC), ao Sind-UTE/MG e ao movimento de pós-graduandos.
Candidaturas proporcionais
Além da chapa majoritária, o PCB confirmou três candidaturas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Foram homologados os nomes de Jéssica Carvalho, mestre em História e militante do movimento estudantil e feminista; José Augusto Bernardes (Zulu), liderança histórica do movimento sindical metalúrgico de Betim; e Mário Mariano, professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), com atuação em movimentos sindicais, ambientais e de moradia popular.
O partido informou ainda que definirá posteriormente eventual apoio às candidaturas ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados.
Partido centenário
Fundado em 1922 e organizado em Minas Gerais desde 1925, o PCB destaca ser o partido político em atividade mais antigo do Brasil. A legenda afirma defender a superação do capitalismo por meio da construção do chamado Poder Popular e também lançou Edmilson Costa como pré-candidato à Presidência da República.






