Uma operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Vigilância Sanitária de Oliveira apreendeu mais de 4 mil litros de cachaça transportados em galões utilizados anteriormente para armazenar agrotóxicos. A fiscalização ocorreu na tarde de terça-feira (28), na altura do km 609 da BR-381, em Oliveira, no Centro-Oeste de Minas.
A abordagem teve início após a Central de Comando e Controle da PRF identificar movimentações consideradas suspeitas envolvendo um caminhão VW 24.250. Diante das informações, equipes realizaram a interceptação do veículo para uma fiscalização detalhada.
Durante a inspeção no compartimento de carga, os policiais encontraram 208 bombonas plásticas com capacidade para 20 litros cada, totalizando mais de 4 mil litros de aguardente.
Galões eram destinados ao transporte de agrotóxicos
Segundo a PRF, os recipientes apresentavam inscrições em relevo com os dizeres “Proibido Reutilizar” e “Efetuar a Tríplice Lavagem”, características típicas de embalagens destinadas ao armazenamento de defensivos agrícolas.
A reutilização desse tipo de recipiente para transporte de alimentos ou bebidas representa risco à saúde, uma vez que resíduos de produtos químicos podem permanecer nas embalagens, mesmo após procedimentos de limpeza.
O caminhão possuía placas de Salinas, município do Norte de Minas reconhecido nacional e internacionalmente pela tradição na produção de cachaça. A carga tinha como destino a cidade de Porto Ferreira, no interior de São Paulo.
Órgãos de fiscalização atuaram em conjunto
Após a constatação das irregularidades, o Instituto Mineiro de Agropecuária lavrou auto de infração pela destinação inadequada de recipientes utilizados para defensivos agrícolas.
Já a Vigilância Sanitária determinou a apreensão de toda a carga de aguardente, além das bombonas empregadas no transporte, por representar potencial risco ao consumidor.
A atuação integrada entre os órgãos buscou impedir que o produto chegasse ao mercado sem atender às normas sanitárias e de segurança.
Caso foi encaminhado à Polícia Civil
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a ocorrência foi registrada, em tese, pelos crimes de adulteração de produto alimentício e transporte irregular de resíduos perigosos.
O motorista, os demais envolvidos e toda a documentação produzida durante a fiscalização foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Oliveira, que ficará responsável pela continuidade das investigações.
Após os procedimentos legais, o caminhão foi liberado aos representantes da empresa proprietária do veículo.
As autoridades irão apurar a origem da carga, as circunstâncias da reutilização das embalagens e eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.






