Faixas de protesto, reclamações e pedidos por soluções marcaram a manhã desta sexta-feira (24) no Cacocô de Cima, zona rural de Divinópolis. Moradores denunciaram que a infestação de moscas e o forte mau cheiro comprometem a rotina e a qualidade de vida da comunidade.
A mobilização reuniu moradores em um protesto pacífico para chamar a atenção das autoridades e dos responsáveis pela atividade apontada como origem dos transtornos.
Segundo os manifestantes, a presença constante de moscas dificulta tarefas simples do cotidiano.
Fazer refeições, manter portas e janelas abertas e receber familiares ou amigos tornou-se um desafio para diversas famílias da comunidade.
Os relatos também apontam prejuízos ao lazer e ao uso de propriedades rurais.
De acordo com moradores, alguns proprietários reduziram as visitas a sítios e chácaras durante os fins de semana.
Outros afirmam que decidiram colocar seus imóveis à venda diante da persistência dos problemas.
O líder comunitário Ivar Faria afirmou que o movimento não pretende interromper o funcionamento da empresa.
Segundo ele, a reivindicação busca garantir o cumprimento das normas ambientais e sanitárias.
“Nós protestamos para que eles vejam nossa dor. A gente não pode nem convidar uma visita para o final de semana, de vergonha de tantas moscas. Já ficamos mais de 10 anos sem moscas e queremos voltar a esse tempo. Não queremos fechar a empresa, apenas que ela cumpra suas obrigações ambientais.”
O vereador Rodyson do Zé Milton acompanhou a manifestação e declarou apoio às reivindicações apresentadas pelos moradores.
Para o parlamentar, a atividade econômica deve coexistir com o respeito à saúde e ao bem-estar da população.
“Queremos apenas que a empresa respeite a comunidade e seus moradores. É uma questão de saúde pública. Da forma que está, ficou insalubre e insuportável. Esperamos que o bom senso possa prevalecer e esses problemas sejam solucionados para devolver dignidade às famílias do Cacoco de Cima.”
A principal reivindicação da comunidade consiste na adoção de medidas capazes de controlar a proliferação de moscas e reduzir os impactos provocados pelo odor.
Os moradores afirmam que esperam soluções permanentes para restabelecer a qualidade de vida na região.
Durante o protesto, a Polícia Militar de Meio Ambiente esteve presente no local.
Os militares acompanharam a manifestação e realizaram as averiguações consideradas necessárias diante das denúncias apresentadas pela comunidade.
A mobilização reforçou o pedido para que os órgãos competentes acompanhem o caso e busquem uma solução que concilie a atividade econômica com a preservação das condições ambientais e sanitárias da comunidade rural.






