A Câmara Municipal de Carmo do Cajuru se pronunciou neste sábado (11) após a prisão do vereador João Cláudio Madureira Lacerda, conhecido politicamente como Kaká, acusado de ameaçar a ex-companheira durante uma festa junina realizada no distrito de São José dos Salgados. O Legislativo informou que acompanhará a apuração conduzida pelas autoridades e que eventuais medidas administrativas ou regimentais poderão ser analisadas conforme o avanço das investigações.
O caso aconteceu na noite de sexta-feira (10), na Praça São José. Segundo informações registradas pela Polícia Militar, a vítima relatou que estava no evento quando o vereador se aproximou visivelmente alterado e determinou que ela deixasse o local.
Conforme o relato apresentado aos militares, Kaká teria afirmado que, caso a ex-companheira permanecesse na festa, ela seria esfaqueada. A mulher também informou que as ameaças seriam frequentes desde o início do processo de separação.
O vereador foi abordado e encaminhado para prestar esclarecimentos. Em sua versão, ele confirmou que houve um desentendimento, mas negou ter ameaçado a ex-companheira de morte. Kaká declarou que pretendia conversar com a mulher na tentativa de reatar o relacionamento e alegou que ela também apresentava sinais de embriaguez.
Prisão ocorreu durante festa junina
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada durante uma festa junina que reunia moradores no distrito de São José dos Salgados.Após a denúncia, os policiais localizaram o parlamentar e realizaram a abordagem. O vereador foi conduzido inicialmente à Delegacia de Plantão em Divinópolis.
No entanto, como a unidade policial estava sem energia elétrica, o depoimento foi prestado na sede da 53ª Companhia da Polícia Militar.
Até a divulgação das informações, a defesa de João Cláudio Madureira Lacerda não havia apresentado manifestação pública sobre a ocorrência. O espaço permanece aberto para o posicionamento do parlamentar ou de seus representantes.
Câmara afirma que acompanhará investigação
Em nota oficial, a Câmara Municipal de Carmo do Cajuru informou que acompanhará a apuração dos fatos pelas autoridades competentes e que permanecerá à disposição para colaborar com as investigações.
O Legislativo afirmou ainda que poderá fornecer documentos e informações considerados necessários para o andamento do caso.
A instituição ressaltou que qualquer medida administrativa ou regimental será analisada no momento adequado, com observância ao direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.
“A Câmara reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições”, informou o comunicado.
Segundo a nota, o Legislativo continuará acompanhando o caso de forma responsável, preservando o interesse público e a independência das autoridades encarregadas das investigações.
Relembre o caso
A prisão de João Cláudio “Kaká” ocorreu após a ex-companheira procurar a Polícia Militar e relatar que havia sido ameaçada durante o evento.
Segundo a versão apresentada pela vítima, o vereador se aproximou dela em estado de alteração e exigiu que deixasse imediatamente a festa. Caso permanecesse no local, conforme o relato, ela seria atingida com uma faca.
A mulher informou ainda que estava em processo de separação e que as ameaças não teriam ocorrido apenas naquela ocasião.
Ao apresentar sua versão aos policiais, Kaká negou ter feito ameaça de morte. Ele afirmou que pretendia conversar com a ex-companheira para tentar retomar o relacionamento.
Diante das versões apresentadas, o vereador foi conduzido para prestar depoimento, e o caso passou a ser analisado pelas autoridades policiais.
Registros anteriores envolvendo o vereador
A ocorrência registrada na sexta-feira não representa o primeiro episódio envolvendo João Cláudio Madureira Lacerda em uma denúncia relacionada à violência doméstica.
Em 2024, aproximadamente um mês antes de tomar posse como vereador, Kaká foi detido após uma ocorrência envolvendo a então companheira.
Conforme informações do registro policial daquela ocasião, ele teria entrado na residência da mulher, rasgado as roupas dela e a obrigado a beijá-lo contra a vontade.
Após receber voz de prisão, o então vereador eleito foi liberado no dia seguinte para responder ao processo em liberdade.
Os episódios são apurados de maneira independente, e a existência de registros anteriores não representa condenação automática no caso atual. As circunstâncias da nova ocorrência deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis, respeitando-se o devido processo legal.
Legislativo poderá avaliar medidas internas
Apesar de não anunciar nenhuma punição imediata, a Câmara deixou aberta a possibilidade de analisar providências administrativas ou regimentais.
As medidas dependerão do andamento das investigações e das informações encaminhadas oficialmente aos vereadores.
O comunicado não detalhou quais providências poderiam ser adotadas nem estabeleceu prazo para uma eventual análise interna.
A Câmara afirmou que manterá o acompanhamento do caso e que novas decisões serão tomadas de acordo com os procedimentos previstos na legislação e no regimento da instituição.
Nota oficial da Câmara de Carmo do Cajuru
“A Câmara Municipal de Carmo do Cajuru, em relação ao ocorrido neste final de semana envolvendo o vereador João Cláudio Madureira Lacerda (Kaká), informa que acompanhará a apuração dos fatos pelas autoridades competentes, colocando-se à disposição para prestar todo o apoio e fornecer as informações que forem necessárias ao regular andamento das investigações.
A Câmara reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, ressaltando que eventuais medidas administrativas ou regimentais cabíveis serão analisadas e adotadas em momento oportuno, observando-se o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.
A instituição seguirá acompanhando o caso com responsabilidade e respeito aos trâmites legais, preservando o interesse público e a atuação independente dos órgãos competentes.”






