Divinópolis viveu, neste sábado (4), uma noite que vai além dos shows. O Festival Petrobras Multiversos transformou o Parque de Exposições em um grande ponto de encontro entre música, cultura, diversidade, inclusão e sustentabilidade, reunindo famílias, jovens e pessoas de diferentes idades em uma programação gratuita e marcada pela pluralidade.
Com atrações nacionais e espaço garantido para talentos da cidade, o evento levou ao palco nomes como Lenine, Vanessa Moreno, Baianas Ozadas, Tia Elza e Catuá. Além disso, DJs, cortejos e intervenções artísticas ajudaram a construir uma experiência que ocupou o parque de forma vibrante e mostrou o quanto Divinópolis tem público, estrutura e sede por grandes encontros culturais.
O Multiversos chegou com uma proposta clara: usar a arte como caminho para discutir o presente e o futuro. Sob o lema “o futuro se faz agora”, o festival reuniu entretenimento e responsabilidade socioambiental, com ações voltadas à coleta seletiva, redução de resíduos, consumo consciente e uso de energia limpa.
Música que aproxima gerações
Um dos momentos mais aguardados da noite foi o show de Lenine. Com sua sonoridade marcada pela mistura de ritmos, poesia e brasilidade, o artista levou ao público canções que atravessam gerações e reforçou a força da música como espaço de encontro.
No palco, a apresentação trouxe a identidade de um artista que construiu uma carreira conectada às raízes brasileiras, mas sempre aberta ao novo. O público acompanhou com entusiasmo cada momento e fez do Parque de Exposições um grande coro.
A cantora Vanessa Moreno também emocionou ao revisitar a obra de Djavan. Com interpretações delicadas e potentes, ela conduziu o público por clássicos da música popular brasileira e destacou a riqueza de um repertório que continua atual, afetivo e necessário.
Já o Baianas Ozadas levou energia, dança e clima de carnaval para Divinópolis. A apresentação colocou o público para cantar e dançar, mostrando que um festival cultural também pode ser espaço de alegria coletiva, liberdade e celebração.
Artistas da cidade ganham protagonismo
O Multiversos também valorizou quem produz cultura em Divinópolis. A cantora Tia Elza e a banda Catuá levaram identidade local ao palco e reforçaram que a cidade possui artistas preparados para ocupar grandes programações.
A presença de talentos divinopolitanos teve um significado especial. Mais do que abrir espaço para apresentações, o festival reconheceu que a cultura local precisa estar no centro dos grandes eventos. Quando artistas da cidade dividem palco com nomes nacionais, o público se vê representado e a produção cultural ganha novas possibilidades.
Sustentabilidade e inclusão na prática
O evento também se destacou pela estrutura pensada para tornar o acesso mais amplo. O festival contou com espaço reservado para pessoas com deficiência, rampas, banheiros adaptados, tradução em Libras e audiodescrição durante as apresentações.
Além disso, a proposta ambiental apareceu em ações concretas. A organização anunciou estação de carregamento de celulares com energia solar, coleta seletiva e iniciativas para reduzir o uso de plástico descartável. Dessa forma, o Multiversos mostrou que eventos de grande porte podem unir diversão, responsabilidade e respeito ao público.
Divinópolis merece mais noites assim
A realização do Multiversos deixou uma mensagem evidente: Divinópolis merece receber mais eventos desse tamanho, com entrada acessível, atrações de qualidade e espaço para a cultura local.
A cidade tem público, artistas, profissionais, espaços e uma população que responde quando é chamada para viver experiências culturais. O Parque de Exposições, mais uma vez, demonstrou potencial para receber grandes produções. Entretanto, o principal destaque foi a participação de quem ocupou o evento com respeito, entusiasmo e vontade de aproveitar uma noite diferente.
Eventos como o Multiversos movimentam a cultura, fortalecem artistas, atraem visitantes, geram oportunidades e ampliam o sentimento de pertencimento. Eles também ajudam a romper a ideia de que grandes experiências precisam acontecer apenas nas capitais.
Divinópolis mostrou que quer mais música, mais arte, mais diversidade e mais espaços para se encontrar. E, depois de uma noite como a de sábado, fica a expectativa para que o Multiversos não seja apenas uma passagem, mas inspiração para uma agenda cultural cada vez mais forte na cidade.






