Divinópolis (MG) recebe no dia 19 de julho, a partir das 14h, o 3º Encontro de Mulheres no Hip Hop, que será realizado no espaço Recanto dos Rouxinóis, reunindo artistas, produtoras, arte-educadoras e integrantes do movimento hip hop do Centro-Oeste mineiro. O evento tem como proposta central fortalecer a presença feminina na cultura de rua, promover debates sobre misoginia, desigualdade de gênero e empreendedorismo feminino, além de criar um ambiente seguro para troca de experiências e vivências.
Iniciativa coletiva fortalece cultura hip hop em Minas
O encontro é uma realização do Movimento Unificado Negro de Divinópolis (MUNDI), por meio do Departamento de Cultura, em parceria com os coletivos Hip Hop Oficina de Rua (H2OR), Fany Produções e DBN Produções.
Em sua terceira edição, o evento busca ampliar a participação de pessoas de todas as idades e gêneros, tanto de Divinópolis quanto de cidades da região.
Combate à misoginia é tema central da edição
Nesta edição, o tema principal será o combate à misoginia, com destaque para uma roda de conversa conduzida pela advogada Soraya Marques.
A programação também inclui intervenções artísticas e ações voltadas ao empreendedorismo feminino, com a participação de marcas e iniciativas lideradas por mulheres.
Espaço de diálogo e fortalecimento feminino
Segundo a organização, o encontro busca ir além da arte, promovendo também conscientização social.
“O Encontro de Mulheres no Hip Hop é para todas e todos que são aliados às lutas femininas… nossa ideia é construir um espaço seguro para trocar experiências e enfrentar os desafios do machismo e da misoginia”, destacou a organizadora e Bgirl Zane Santos.
Dados reforçam desigualdade e violência contra mulheres
O evento também se apoia em dados que evidenciam a desigualdade de gênero no Brasil.
Segundo o IBGE, as mulheres são maioria da população brasileira, responsáveis por cerca de 49,1% dos lares, sendo aproximadamente 15% mães solo.
Já o 3º Relatório de Transparência Salarial aponta que mulheres recebem, em média, 20,9% menos que os homens em cargos semelhantes. Entre mulheres pretas e pardas, a diferença chega a 31%.
No campo da violência, o cenário também preocupa. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam aumento nos casos de feminicídio, com registros recentes apontando os maiores índices já observados desde o início do monitoramento. A maioria dos crimes ocorre dentro de casa e é cometida por parceiros ou ex-parceiros.
Hip hop como ferramenta de transformação social
Para a organização, o hip hop vai além da expressão artística e funciona como instrumento de conscientização social e enfrentamento às desigualdades.
“O machismo e a misoginia ainda são obstáculos dentro e fora do movimento. Precisamos encarar essa realidade e nos unir para transformá-la”, reforça a organização.
Serviço
Local: Recanto dos Rouxinóis – Rua Rio Branco, 2, Bairro Porto Velho, Divinópolis (MG)
Data: 19 de julho
Horário: a partir das 14h
Entrada: gratuita
Atividade complementar: área pedagógica para crianças com o Ponto de Cultura Conte Comigo






