A rede de atendimento às mulheres e meninas em situação de violência avançou em Divinópolis após uma reunião que reuniu órgãos públicos, representantes institucionais e agentes da rede de proteção para definir novas ações de acolhimento, prevenção e fortalecimento das políticas públicas no município. O encontro aconteceu na quinta-feira (11) na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e consolidou medidas voltadas à integração dos serviços e ampliação da assistência.
Participaram representantes das áreas de desenvolvimento social, saúde, mobilidade urbana, sistema de justiça, forças de segurança, conselhos de controle social e integrantes do Legislativo.
observatório amplia transparência e monitoramento
Entre os principais encaminhamentos esteve o avanço da implantação do Observatório da Violência contra Mulheres e Meninas. A iniciativa atende à legislação municipal que instituiu o Dossiê da Mulher e busca ampliar o acesso a informações relacionadas à proteção feminina. A plataforma ficará disponível no portal oficial do município e reunirá indicadores, dados e conteúdos sobre os serviços existentes. O sistema também seguirá regras de proteção e tratamento de dados pessoais e deverá fortalecer a transparência das políticas públicas.
integração de dados pode ampliar eficiência
Outro ponto debatido foi a possibilidade de integrar informações socioassistenciais do Cadastro Único ao planejamento das ações. Com apoio técnico da vigilância socioassistencial, o município pretende ampliar a leitura sobre condições sociais e habitacionais das mulheres atendidas. A expectativa é gerar indicadores capazes de apoiar decisões e direcionar políticas mais eficientes.
modelo integrado e escuta ampliada entram na pauta
Durante o encontro, os participantes discutiram adaptar para Divinópolis uma metodologia de atuação integrada já utilizada em outras regiões mineiras. A proposta prevê articulação entre diferentes instituições para acelerar respostas e fortalecer a rede de acolhimento. Também entrou em pauta o fortalecimento da escuta qualificada das mulheres. Entre as medidas sugeridas estão grupos focais e rodas de conversa em diferentes regiões da cidade. A intenção é aproximar os serviços públicos das comunidades e ampliar espaços seguros para diálogo. Nesse contexto, ganhou destaque a possível participação dos agentes comunitários de saúde pela atuação direta junto às famílias.
parcerias e tecnologia aparecem como próximos passos
Os participantes também defenderam ampliar parcerias com instituições de ensino, projetos de extensão e organizações da sociedade civil. Campanhas educativas, distribuição de materiais informativos e ações comunitárias aparecem entre as estratégias previstas. Lideranças religiosas, educacionais e comunitárias também foram apontadas como agentes importantes para ampliar a conscientização. A reunião ainda discutiu avanços tecnológicos voltados ao atendimento das vítimas e ao fortalecimento da segurança. Entre os projetos apresentados estão integração operacional, canais digitais de comunicação, video monitoramento e mecanismos de acompanhamento de medidas protetivas.
agosto terá novas ações e inauguração da casa da mulher
Ao final do encontro, ficou definido que as instituições encaminharão sugestões para construção do cronograma de campanhas educativas previstas para agosto. O período também deverá marcar a inauguração da Casa da Mulher, equipamento público voltado ao acolhimento e atendimento integral. Uma nova reunião da rede foi programada para os próximos 45 dias para dar continuidade às ações e consolidar os próximos avanços.






