Divinópolis entrou em um novo estágio de atenção contra a dengue após a confirmação da circulação simultânea de 3 sorotipos do vírus. Mesmo com redução recente nos atendimentos e melhora dos indicadores assistenciais, autoridades de saúde mantêm o alerta e reforçam que o combate ao mosquito continua decisivo para evitar novos casos e mortes. A confirmação ocorreu após exame laboratorial identificar contaminação dupla pelos sorotipos três e quatro em uma paciente de 27 anos, sem comorbidades.
O resultado marcou a primeira identificação laboratorial do sorotipo 4 no município em 2026. Com o registro, passam a existir evidências da circulação simultânea dos sorotipos DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A presença de diferentes variantes do vírus amplia a necessidade de vigilância e prevenção contínua. Apesar do cenário de atenção, os indicadores mostram redução na procura por atendimento.
Na Atenção Primária, os atendimentos de pacientes com sintomas caíram 37,5% em comparação com a semana anterior. No período de maior pressão sobre o sistema de saúde, o município registrou 98 atendimentos em uma semana. Na última semana analisada, esse número caiu para 10 casos. O Ambulatório de Arboviroses também apresentou redução. Em maio, o serviço chegou a atender 79 pacientes com sintomas em um único dia. No início de junho, o volume caiu para 60 atendimentos.
Dados atualizados mantêm cenário de vigilância
Os dados epidemiológicos atualizados nesta sexta-feira (12) apontam 3.827 notificações de dengue em Divinópolis. Do total, 1.535 casos receberam confirmação.
Outros 1.506 registros foram descartados. Mais 786 notificações seguem em investigação. O município contabiliza ainda 3 mortes confirmadas e mantém 2 óbitos em investigação.
Redução dos números não elimina o risco
A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a diminuição dos atendimentos não representa o fim da circulação viral. A orientação permanece concentrada na eliminação dos criadouros do mosquito. A pasta reforça que grande parte dos focos continua localizada dentro dos imóveis. Caixas d’água, calhas, vasos de plantas, pneus e recipientes descartados seguem entre os principais locais de reprodução.
Reinfecção pode aumentar gravidade da doença
A Vigilância Epidemiológica também alerta para outro fator de preocupação. Pessoas que já tiveram dengue podem apresentar maior risco de desenvolver formas mais graves caso ocorra nova infecção por sorotipo diferente. Por isso, a recomendação permanece a mesma para toda a população, manter inspeções frequentes e eliminar qualquer ponto com água parada. A participação dos moradores segue como uma das principais estratégias para reduzir a transmissão e proteger a saúde coletiva.






