Junho transforma a comunidade de Estiva em um dos principais pontos de encontro da fé e da cultura popular em Carmo do Cajuru. Com mais de um século de história, a tradicional Fogueira de Estiva reúne religiosidade, trabalho coletivo e devoção, preservando uma das manifestações mais marcantes da região Centro-Oeste de Minas.
O clima das festas juninas desperta lembranças, fortalece tradições e aproxima famílias. Em Estiva, esses elementos ganham ainda mais significado com uma celebração que atravessa gerações. A festa acontecerá na segunda-feira (23), véspera do Dia de São João Batista. A expectativa é receber centenas de devotos e visitantes ao redor de uma tradição que se tornou símbolo da identidade local.
Reconhecimento fortalece preservação cultural
A importância da celebração ganhou reconhecimento oficial no ano passado. A Fogueira de Estiva passou a integrar o patrimônio cultural imaterial de Carmo do Cajuru. A medida assegura a preservação da manifestação em suas características originais e reforça seu valor histórico para a comunidade. O reconhecimento também fortalece ações voltadas à continuidade da tradição e à transmissão dos saberes populares entre diferentes gerações.
Comunidade se une para erguer estrutura de 18 metros
Dias antes da celebração, moradores iniciam uma grande mobilização comunitária. O trabalho envolve a coleta de madeira e a montagem da estrutura principal. A fogueira impressiona pela grandiosidade. Com 18 metros de altura, ela se destaca como uma das maiores atrações da festa. A construção representa muito mais do que uma preparação para o evento. Ela simboliza união, pertencimento e compromisso com a manutenção das tradições locais.
História atravessa mais de um século
Relatos históricos indicam que a primeira fogueira possuía cerca de dois metros de altura. Mesmo modesta, já reunia moradores em torno da fé dedicada a São João. Ao longo das décadas, a celebração cresceu. Novos participantes passaram a integrar a festa, ampliando sua relevância cultural e religiosa. Apesar das mudanças naturais do tempo, a essência da tradição permaneceu preservada pela comunidade.
Fé popular marca o momento mais aguardado
O ponto alto da celebração ocorre na passagem do dia (23) para (24) de junho, quando a fogueira é acesa diante de centenas de pessoas. O momento reúne emoção, religiosidade e manifestações culturais que fazem parte da identidade local. Entre os costumes preservados está a crença popular de que pessoas movidas por profunda fé conseguem caminhar sobre as brasas sem sofrer queimaduras. Todos os anos, participantes mantêm viva essa tradição, reforçando o vínculo entre espiritualidade e cultura popular.
Expectativa para mais uma grande celebração
A Festa de São João e a Fogueira de Estiva contam com apoio logístico, estrutural e de divulgação para sua realização. A programação oficial será anunciada nos próximos dias. A expectativa é repetir o sucesso das edições anteriores e ampliar a participação do público. Mais do que uma festa junina, a celebração reafirma valores históricos, religiosos e culturais que seguem presentes na vida da comunidade cajuruense.






