O caso Henry Borel chocou o Brasil em março de 2021. Na época, o menino de apenas 4 anos chegou sem vida a uma unidade de saúde do Rio de Janeiro. Inicialmente, os responsáveis apresentaram versões que levantaram dúvidas entre investigadores. No entanto, laudos periciais apontaram diversas lesões compatíveis com agressões sofridas pela criança.
As investigações avançaram e a Polícia Civil concluiu que Henry sofreu uma sequência de agressões antes de morrer. A partir daí, a Justiça denunciou o então vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros.
O que aconteceu com Jairinho?
Jairinho era vereador no Rio de Janeiro quando o caso veio à tona. Após as investigações, ele perdeu o mandato e passou a responder judicialmente pelas acusações relacionadas à morte de Henry. Desde então, tornou-se uma das figuras centrais de um dos processos criminais mais acompanhados do país.
E Monique Medeiros?
Monique, mãe de Henry, também passou a responder criminalmente pelo caso. Ao longo dos últimos anos, sua situação processual registrou diversas decisões judiciais, incluindo pedidos de liberdade e novas determinações de prisão. Em abril de 2026, o ministro do STF, Gilmar Mendes determinou o retorno da prisão preventiva da acusada, destacando a gravidade do caso e riscos ao andamento processual.
Por que o julgamento demorou tanto?
O processo enfrentou uma série de recursos, pedidos da defesa, discussões técnicas, perícias complementares e questionamentos jurídicos ao longo dos últimos cinco anos. Somente em 2026 o Tribunal do Júri iniciou a fase decisiva para analisar as acusações.
Durante o julgamento ocorreram novos incidentes processuais, incluindo tentativas de adiamento e mudanças na estratégia da defesa, fatores que contribuíram para ampliar ainda mais sua duração.
O julgamento entrou para a história
O júri já superou o caso da ex-deputada federal Flordelis e se tornou o mais longo do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro desde a reforma processual de 2008. Especialistas atribuem essa duração ao elevado número de testemunhas, aos extensos interrogatórios e à complexidade das provas apresentadas.
Ao todo, dezenas de testemunhas passaram pelo plenário, incluindo delegados, médicos-legistas, peritos e especialistas envolvidos na investigação.
O pai de Henry se tornou símbolo da busca por justiça
Ao longo dos últimos anos, Leniel Borel transformou a dor da perda em mobilização pública. Ele participou de audiências, acompanhou cada etapa do processo e passou a atuar em campanhas de proteção à infância.
Sua atuação ganhou destaque nacional e ajudou a impulsionar debates sobre violência contra crianças e mecanismos de proteção infantil.
Como está o caso atualmente?
O julgamento segue como um dos assuntos mais acompanhados do país. Os jurados analisam depoimentos, laudos periciais e argumentos apresentados por acusação e defesa antes da definição do veredito. Caso haja condenação, a definição das penas ocorrerá após a decisão do Conselho de Sentença.
Cinco anos após a morte de Henry, o caso continua mobilizando a opinião pública brasileira e permanece como um marco na discussão sobre violência infantil, responsabilização criminal e proteção das crianças.





