Alerta em Divinópolis: dengue continua preocupando; Influenza A e B entram no radar da saúde

Cidade já soma mais de 3,5 mil notificações de dengue, 236 internações e três mortes confirmadas. Enquanto isso, a circulação dos vírus Influenza A e B cresce em todo o estado e preocupa especialistas.

Publicado por: Cassia Misael

Divinópolis enfrenta um cenário que exige atenção redobrada da população. Enquanto a dengue continua provocando hospitalizações e mortes no município, as doenças respiratórias típicas do período mais frio do ano começam a pressionar os serviços de saúde em diversas regiões de Minas Gerais.

O boletim mais recente divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) mostra que a cidade já acumula 3.582 notificações de dengue, das quais 1.368 tiveram confirmação da doença. Além disso, a dengue provocou 236 hospitalizações, deixou um óbito em investigação e já resultou em três mortes confirmadas em 2026.

Continua depois da publicidade

Os números demonstram que, embora o período mais crítico da epidemia tenha passado, o vírus continua circulando e exige cuidados permanentes da população.

Além disso, especialistas acompanham com preocupação o crescimento dos casos de gripe causados pelos vírus Influenza A e Influenza B, situação que costuma se intensificar durante os meses de outono e inverno.

Centro lidera número de notificações

Os dados divulgados pela Semusa mostram que a dengue atingiu praticamente todas as regiões da cidade. Entretanto, alguns bairros concentram números mais elevados e seguem em alerta.

Confira os bairros com maior número de notificações:

  • Centro: 225 casos
  • São José: 177 casos
  • Catalão: 128 casos
  • Planalto: 125 casos
  • Belvedere: 111 casos
  • São Roque: 110 casos
  • Tietê: 108 casos
  • Campina Verde: 91 casos
  • Afonso Pena: 81 casos
  • Niterói: 79 casos
  • Santa Lúcia: 71 casos
  • Bom Pastor: 66 casos

O Centro aparece como a região com maior volume de registros. Logo em seguida, o São José ocupa a segunda posição. Os números mostram que a doença não se concentra apenas em bairros periféricos e reforçam a necessidade de prevenção em todas as regiões do município.

Adultos jovens concentram maior parte dos casos

O levantamento também revela um dado importante: a dengue atingiu principalmente a população economicamente ativa.

Continua depois da publicidade

As faixas etárias com maior número de notificações foram:

  • 20 a 29 anos: 678 casos
  • 30 a 39 anos: 640 casos
  • 40 a 49 anos: 567 casos
  • 60 anos ou mais: 501 casos
  • 50 a 59 anos: 411 casos

Além disso, crianças e adolescentes também aparecem entre os grupos afetados, demonstrando que o mosquito transmissor continua encontrando condições favoráveis para sua proliferação.

Mulheres registram mais notificações

Segundo o boletim epidemiológico, as mulheres representam a maior parte das notificações registradas em Divinópolis.

Os dados mostram:

  • Feminino: 1.972 notificações (55,05%)
  • Masculino: 1.610 notificações (44,95%)

Embora diversos fatores possam influenciar essa diferença, os números evidenciam que a doença atingiu toda a população de forma ampla.

Casos graves continuam preocupando

Embora a maioria dos pacientes tenha apresentado sintomas clássicos da dengue, a cidade também registrou casos mais graves.

A classificação epidemiológica aponta:

  • 1.337 casos de dengue clássica;
  • 29 casos com sinais de alarme;
  • 2 casos de dengue grave;
  • 864 casos ainda em investigação;
  • 1.344 casos descartados.

Além disso, as 236 internações demonstram que a doença continua gerando impacto significativo sobre a rede de saúde.

Chikungunya e Zika apresentam cenário mais tranquilo

Enquanto a dengue domina as estatísticas em Divinópolis, a situação da chikungunya permanece mais controlada.

O município registrou:

  • 25 notificações;
  • 3 confirmações;
  • 5 hospitalizações;
  • Nenhum óbito.

Já o Zika Vírus não apresentou notificações, confirmações ou mortes até o momento.

Influenza entra no radar da saúde

Paralelamente ao combate à dengue, profissionais da saúde acompanham outro desafio que cresce nesta época do ano.

A chegada das temperaturas mais baixas favorece a circulação dos vírus respiratórios, especialmente os responsáveis pela gripe.

Por isso, hospitais e unidades de saúde de diversas regiões do país registram aumento da procura por atendimento relacionado às síndromes respiratórias.

Entenda a diferença entre Influenza A, B e C

Muitas pessoas conhecem apenas o H1N1. Entretanto, os vírus influenza apresentam diferentes classificações.

Influenza A

A Influenza A representa o tipo mais preocupante.

Ela inclui variantes como:

  • H1N1
  • H3N2

Além disso, possui alta capacidade de mutação. Por esse motivo, especialistas associam esse grupo aos maiores surtos e epidemias já registrados no mundo.

Influenza B

A Influenza B também merece atenção.

Embora apresente menor capacidade de mutação, ela pode provocar quadros graves, principalmente em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas.

Em diversas regiões brasileiras, a Influenza B aparece entre os vírus respiratórios mais detectados neste período.

Influenza C

Já a Influenza C costuma provocar sintomas mais leves.

Na maioria das vezes, o paciente apresenta um quadro semelhante ao resfriado comum, sem evolução para formas graves.

Sintomas podem gerar confusão

Outro fator que preocupa os profissionais da saúde envolve a semelhança entre alguns sintomas das doenças.

A dengue normalmente provoca:

  • Febre alta;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Dores musculares intensas;
  • Dor nas articulações;
  • Náuseas;
  • Manchas vermelhas na pele.

Já a gripe costuma causar:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Dor de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Cansaço intenso.

Por isso, médicos orientam a população a procurar avaliação profissional sempre que os sintomas surgirem, principalmente quando a febre persistir ou quando houver sinais de agravamento.

Combate ao mosquito continua fundamental

Apesar da chegada do inverno, especialistas alertam que o combate ao mosquito Aedes aegypti não pode parar.

A eliminação de recipientes com água parada continua sendo a medida mais eficaz para interromper a transmissão da dengue.

Além disso, a vacinação contra a gripe permanece como uma das principais formas de prevenção contra as complicações causadas pelos vírus Influenza A e B.

Saúde pede atenção da população

Os números mostram que Divinópolis ainda convive com os reflexos da dengue ao mesmo tempo em que acompanha o crescimento das doenças respiratórias típicas desta época do ano.

Diante desse cenário, autoridades reforçam a importância da prevenção, da vacinação, da busca por atendimento médico diante dos primeiros sintomas e da colaboração da população no combate aos focos do mosquito.

Afinal, enquanto a dengue já deixou vítimas fatais na cidade em 2026, a circulação da gripe também avança e exige cuidados para evitar novas internações e complicações nos próximos meses.

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados