Apesar dos avanços nas ações de recuperação de aparelhos furtados, roubados ou extraviados, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que 408 celulares ainda não foram retirados pelos proprietários no 1º Departamento de Polícia Civil, em Belo Horizonte.
Desde o lançamento da operação “Tá Entregue”, no fim de 2024, a corporação já conseguiu recuperar 1.714 aparelhos. No entanto, cerca de 23,8% dos celulares seguem à espera dos donos, mesmo após a identificação e o contato realizado pela polícia.
Polícia reforça importância da retirada dos aparelhos
Segundo a Polícia Civil, muitas vítimas foram intimadas oficialmente, mas ainda não compareceram às delegacias para concluir o procedimento de devolução. A corporação destaca que a presença do proprietário é indispensável para finalizar o processo e garantir a continuidade das restituições.
Durante coletiva de imprensa realizada hoje (21), o delegado-geral Rômulo Dias explicou que os contatos são feitos por telefone e também por mensagens oficiais.
“Nessa intimação, a PC não pede confirmação de dados, não pede pagamento de qualquer espécie. A intimação simplesmente comunica a quem registrou um boletim de ocorrência anterior que o aparelho está pronto para ser devolvido”, destacou o delegado.
Ele ainda orientou que as pessoas que receberam a notificação e ainda não verificaram a situação devem acessar o site oficial da Polícia Civil para consultar se possuem algum aparelho disponível para restituição.
Projeto “Tá Entregue” agiliza devolução dos celulares
Criado para facilitar o caminho entre a apreensão e a devolução dos aparelhos, o projeto “Tá Entregue” utiliza notificações via WhatsApp para informar as vítimas sobre os próximos passos para retirada dos celulares.
Além disso, a Polícia Civil disponibiliza uma ferramenta online onde é possível consultar, utilizando CPF ou CNPJ, se o aparelho recuperado está disponível para devolução.
Investigações combatem receptação e comércio ilegal
A Polícia Civil também informou que mantém investigações qualificadas para combater a receptação e o comércio ilegal de celulares. As ações têm como foco identificar e desarticular grupos envolvidos na compra e venda de aparelhos de origem criminosa.
Durante as investigações, são cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos, incluindo shoppings populares e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Registro do boletim de ocorrência é fundamental
A corporação reforça ainda a importância do registro do boletim de ocorrência em casos de perda, furto ou roubo de celulares. Informar o número do IMEI no momento da denúncia é considerado essencial para facilitar o rastreamento e aumentar significativamente as chances de recuperação do aparelho.






