A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, ganhou repercussão nacional após revelar um suposto esquema criminoso envolvendo espionagem, intimidações, vazamento de informações sigilosas, lavagem de dinheiro e atuação de grupos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
As investigações tiveram início ainda em 2024 e apontam a existência de uma estrutura organizada que, segundo a PF, utilizava policiais, operadores clandestinos e até integrantes ligados ao jogo do bicho para monitorar, pressionar e intimidar desafetos do grupo.
Ao longo das fases da operação, a Polícia Federal cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em diversos estados brasileiros, além de determinar bloqueios bilionários de bens e afastamento de servidores públicos investigados.
Segundo a PF, um dos núcleos da organização era conhecido como “A Turma”, apontado como responsável por ações de monitoramento, coleta ilegal de informações e intimidações presenciais. O grupo teria ligação com policiais da ativa, aposentados e operadores que atuavam principalmente em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
A investigação também identificou um braço operacional no Rio de Janeiro, supostamente liderado por um empresário ligado ao jogo do bicho. Segundo os investigadores, esse núcleo seria utilizado para executar ações de pressão física, ameaças e monitoramento de pessoas consideradas adversárias de Daniel Vorcaro.






