Retorno ao trabalho após a maternidade ainda é desafio para empresas e colaboradoras

Especialistas alertam que acolhimento, flexibilidade e suporte emocional se tornaram essenciais para reduzir afastamentos e reter talentos femininos nas empresas

Publicado por: Redação Divinews
Conciliar carreira e maternidade ainda é um dos principais desafios dentro das empresas brasileiras. Para muitas mulheres, o retorno ao trabalho após a licença-maternidade vem acompanhado de sobrecarga emocional, dificuldades logísticas e, em alguns casos, até da decisão de deixar o emprego. Quando não há uma estrutura adequada de acolhimento, as empresas podem acabar perdendo profissionais já treinadas e enfrentando aumento na rotatividade, por exemplo.

Entre as principais dificuldades enfrentadas pelas mães estão a rigidez de horários, a pressão por desempenho imediato e a falta de compreensão por parte dos líderes. Pensando nisso, torna-se necessário pensar métodos humanos e eficazes de reinserção dessas mães em seus respectivos empregos, de modo que sua saúde emocional e demais adaptações sejam respeitadas.

Para Leandro Martins, desenvolvedor de empresas, a solução está em priorizar o bem-estar da mãe através de diversas medidas de suporte. “Um dos pontos mais importantes está em reconhecer a realidade de quem é mãe. Uma mãe enfrenta desafios diários no ambiente familiar e de trabalho, e cabe à empresa dar suporte a essas colaboradoras”, explica. Para ele, uma alternativa pode estar no ajuste de horários e criação de banco de horas real, o que permite adaptações em situações como essa. Sendo assim, a chave está em evitar que o ambiente de trabalho se torne insustentável para as mães, pois a perda de uma profissional talentosa também significa novos custos, instabilidade e queda de produtividade para a empresa.

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Um ambiente de trabalho saudável é um importante fator para o sucesso de qualquer empresa, e é preciso levar em consideração a saúde emocional das colaboradoras antes, durante e após o parto. A cultura organizacional da empresa, segundo Leandro Martins, deve ser de mais acolhimento. “O ambiente precisa ser de respeito e confiança durante todo o maternar”, comenta.

Nesse cenário, um processo de reintegração gradual, com metas ajustadas e acompanhamento próximo, pode fazer toda a diferença. Isto é, além de melhorar a qualidade de vida das colaboradoras, a adoção dessas práticas traz benefícios diretos para o negócio, como redução do absenteísmo, maior engajamento e retenção de talentos. “Não é uma questão apenas social, mas sim estratégica. Empresas que entendem isso tendem a crescer de forma mais sustentável”, conclui.

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