Um possível surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico provocou um alerta sanitário internacional, após a confirmação de três mortes e novos casos suspeitos. A situação, que começou nos últimos dias, segue em atualização nesta semana com a evacuação de passageiros e monitoramento por autoridades de saúde.
Três mortes e casos sob investigação
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um caso foi confirmado e outros cinco seguem sob investigação. Entre os pacientes, um britânico de 69 anos permanece internado em estado grave em Joanesburgo.
O primeiro caso registrado foi de um passageiro de 70 anos que morreu ainda a bordo do navio. Em seguida, sua esposa, de 69 anos, chegou a ser transferida para a África do Sul, mas também não resistiu. Uma terceira morte foi confirmada posteriormente.
Navio virou foco de alerta global
O surto foi identificado no navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions.
A embarcação saiu de Ushuaia no dia 20 de março, com destino previsto para Cabo Verde nesta segunda-feira, dia (04). Desde então, o navio passou a ser monitorado por autoridades internacionais de saúde.
Evacuação de pacientes marca nova fase do caso
Como novidade mais recente, três pessoas foram evacuadas em Cabo Verde: dois pacientes com sintomas e um contato próximo, considerado de alto risco.
Segundo a OMS, os passageiros foram retirados do porto de Praia e encaminhados por ambulância até um aeroporto, de onde seguiram em evacuação aérea para atendimento especializado.
A operação foi classificada como complexa e faz parte das medidas emergenciais para conter possíveis novos casos.
Próximos passos do navio ainda são avaliados
Após a evacuação, o navio poderá retomar sua rota, com destino ainda indefinido. Entre as possibilidades estão:
- As Ilhas Canárias (especialmente o porto de Tenerife)
- Retorno aos Países Baixos
Autoridades espanholas informaram que acompanham o caso e podem intervir caso novos sintomas surjam durante o trajeto.
O que é o hantavírus
O hantavírus é uma infecção geralmente associada ao contato com secreções de roedores infectados.
A doença pode causar quadros respiratórios graves e, em alguns casos, levar à morte, o que explica a preocupação das autoridades de saúde diante do cenário em alto-mar.
Situação segue em monitoramento
Apesar da gravidade dos casos iniciais, a empresa responsável pelo cruzeiro informou que, até o momento, não foram identificados novos passageiros com sintomas.
Ainda assim, a situação continua sendo monitorada em tempo real pela OMS e autoridades sanitárias internacionais, já que o quadro pode evoluir rapidamente.






