Wallace Guedes morreu nesta segunda-feira (27) aos 40 anos, após enfrentar a leucemia, um tipo de câncer que afeta o sangue e compromete a produção normal das células sanguíneas. O carnavalesco estava internado na Santa Casa de Belo Horizonte, onde realizava tratamento.
A morte foi confirmada pela Belotur, que divulgou uma nota de pesar destacando a trajetória marcada pela força, superação e dedicação à cultura carnavalesca.
Figura marcante do Carnaval de Belo Horizonte
Wallace Guedes foi eleito Rei Momo do Carnaval de Belo Horizonte por três vezes, consolidando-se como um dos personagens mais emblemáticos da folia na capital mineira. Durante os dias de festa, ele assumia simbolicamente o comando da cidade, representando alegria, irreverência e a essência do Carnaval.
Em fevereiro, Wallace recebeu as chaves da cidade, mantendo uma tradição que celebra o espírito festivo e popular do evento. Além disso, sua presença sempre chamou atenção pela energia contagiante e pela conexão com o público.
Trajetória marcada por arte e superação
Segundo a nota divulgada pela Belotur, Wallace construiu uma história que ultrapassa o Carnaval. Ele se destacou pela dedicação à dança afro e à arte, utilizando a cultura como instrumento de transformação pessoal e social.
A homenagem ressalta que sua trajetória deixou um legado de entrega e inspiração, marcado pela paixão pela cultura e pelo impacto positivo na vida de quem acompanhava sua atuação.
Mobilização durante tratamento
Nos últimos meses, Wallace enfrentava a leucemia e mobilizou amigos, familiares e admiradores. Uma campanha de doação de sangue foi organizada na internet como forma de apoio ao tratamento, demonstrando a comoção e o carinho que ele despertava.
A morte do Rei Momo gera forte repercussão e deixa uma lacuna no Carnaval de Belo Horizonte, que perde uma de suas figuras mais representativas.






