Dois brasileiros foram presos em Portugal acusados de envolvimento em um esquema internacional de tráfico de drogas que movimentou uma quantidade expressiva de entorpecentes entre o Brasil e a Europa. A investigação aponta que a dupla teria importado cerca de 900 quilos de cocaína, escondidos em carregamentos de açúcar.
O caso veio à tona após uma fiscalização realizada ainda no mês de fevereiro, quando autoridades portuguesas encontraram a droga oculta dentro de contêineres que chegaram ao país pelo Porto de Leixões. Ao todo, foram identificados diversos sacos contendo cocaína misturados à carga alimentícia, em uma operação considerada de grande porte.
Os suspeitos, identificados como Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior, foram presos posteriormente, já no mês de abril, justamente no momento em que planejavam retornar ao Brasil. A detenção ocorreu após avanço das investigações conduzidas pela Procuradoria da República da Comarca de Braga.
Segundo as autoridades, a dupla não agia sozinha. O esquema envolveria ao menos cinco pessoas, incluindo um cidadão português e outros brasileiros. A organização utilizava empresas de fachada para simular operações comerciais legítimas, permitindo a entrada da droga disfarçada em cargas de alimentos.
As investigações indicam ainda que Marcelo Sousa Costa seria o líder do grupo, responsável pela criação das empresas utilizadas no esquema e pela coordenação das importações. Já Douglas Soriano Júnior atuaria como braço direito, cuidando da parte financeira da operação.
A cocaína apreendida tem valor estimado em dezenas de milhões de euros no mercado europeu, o que evidencia a dimensão da operação e o impacto potencial do esquema criminoso.
Diário do Centro do Mundo
Mesmo diante das acusações, a defesa dos investigados nega qualquer envolvimento com o tráfico e afirma que o processo corre sob segredo de Justiça. Os advogados sustentam que os brasileiros devem ser considerados inocentes até a conclusão definitiva do caso.
O episódio reforça a atuação de organizações criminosas que utilizam rotas comerciais legítimas para o transporte internacional de drogas, estratégia que tem sido alvo constante de operações das autoridades europeias.
As investigações seguem em andamento e não estão descartadas novas prisões ou desdobramentos ligados à rede criminosa.






