O caso envolvendo a advogada Agostina Páez ganhou um novo capítulo e voltou ao centro das atenções internacionais neste sábado (4). A repercussão aumentou após o pai da investigada, o empresário Mariano Páez, ser flagrado em vídeo reproduzindo gestos racistas semelhantes aos que levaram à acusação contra a filha no Brasil.
A situação rapidamente dominou as manchetes da imprensa argentina. Veículos como La Nación classificaram o episódio como “um escândalo sem fim”, enquanto o Clarín destacou a atitude como uma provocação. Já o Diario Popular ressaltou a continuidade da crise após a divulgação das imagens.
Novo episódio amplia crise internacional
O vídeo, segundo a imprensa argentina, foi gravado poucas horas após o retorno de Agostina ao país, depois de mais de dois meses no Brasil. Nas imagens, Mariano aparece imitando gestos ofensivos em um bar na região de Santiago del Estero, o que intensificou ainda mais a repercussão negativa.
O episódio ocorre logo após a advogada deixar o Brasil, onde respondia por injúria racial após um caso ocorrido em um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na ocasião, ela foi acusada de proferir falas e realizar gestos de teor racista contra um funcionário.
Defesa, arrependimento e nova controvérsia
Antes de retornar à Argentina, Agostina conseguiu habeas corpus mediante pagamento de fiança e passou a responder ao processo em liberdade. Em declarações públicas, afirmou ter vivido um “calvário”, disse estar arrependida da forma como reagiu, mas negou ser racista.
Diante da nova polêmica envolvendo o pai, a advogada utilizou as redes sociais para se posicionar. Ela afirmou não ter qualquer relação com o episódio e classificou as imagens como lamentáveis, reforçando que repudia completamente esse tipo de comportamento.
“Só posso responder pelas minhas próprias ações”, declarou, acrescentando que a situação tem sido um “pesadelo que não termina”.
Versões contraditórias e investigação
A repercussão também gerou versões conflitantes. A companheira de Mariano afirmou que ele estaria sob efeito de álcool no momento do vídeo, o que comprometeria sua lucidez. Já o empresário alegou que as imagens teriam sido manipuladas com uso de inteligência artificial versão que ainda não foi comprovada.
Até o momento, não há confirmação de investigação formal contra Mariano no Brasil, principalmente pela ausência de informações concretas sobre o local exato da gravação e possível relação direta com o caso ocorrido em território brasileiro.
Caso segue em evidência
O processo envolvendo Agostina Páez segue em tramitação na Justiça fluminense. No entanto, o novo episódio amplia o alcance da discussão e mantém o caso em destaque tanto no Brasil quanto na Argentina.
Além disso, a situação reacende debates mais amplos sobre racismo, comportamento de turistas no exterior e os limites legais para manifestações discriminatórias, temas que continuam mobilizando a opinião pública.





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